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    Decisão dos EUA pode dificultar exportações ao mercado americano

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    Por Estela Benetti
    11/02/2020 - 09h05 - Atualizada em: 11/02/2020 - 09h49
    Movimentação de contêineres no Porto de Itajaí Foto:*Foto: Arquivo – ASCOM/SPI, divulgação
    Movimentação de contêineres no Porto de Itajaí Foto: Arquivo – ASCOM/SPI, divulgação

    Em nota publicada nesta segunda-feira, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que retirou o Brasil e mais 18 países da lista de nações em desenvolvimento. Essa medida permite aos americanos restringir benefícios comerciais concedidos na compra de produtos desses países. Entre os excluídos estão também a Índia, Colômbia e África do Sul. Isso significa menos facilidade para acesso ao mercado americano.

    Muitos produtos brasileiros e especialmente catarinenses eram beneficiados com redução tarifária nas exportações para os EUA, observa o consultor internacional Henry Quaresma.

    — Nos últimos anos, era realizada forte pressão e envidados muitos documentos para manter o benefício. Agora, chegou realmente o fim dessa situação, elevando o custo final para os importadores americanos – lamenta Quaresma.

    Quando o presidente Jair Bolsonaro esteve nos EUA e pediu apoio para o Brasil ingressar na OCDE, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, entidade internacional que reúne países ricos, ficou implícito que o país acabaria saindo da lista dos “em desenvolvimento”, que integram um sistema de acesso fácil ao mercado americano, incluindo diversos produtos com alíquota zero. Santa Catarina é um dos Estados que mais exportam aos EUA e é beneficiado por essas alíquotas menores, incluindo alíquota zero. O mercado americano, até recentemente, era o principal destino de exportações do Estado. Nos últimos meses, a China tem ficado em primeiro lugar em função da maior compra de carnes.

    Um dos dois melhores mercados

    No ano passado, durante negociações com os Estados Unidos quando o governo falou mais sobre um acordo comercial Brasil-EUA, a Confederação Nacional da Industria (CNI) fez pesquisa que mostrou a relevância dos mercados dos EUA e Europa para o Brasil na geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico.

    Foram ouvidas 589 empresas que representam 95% dos exportadores do país. O levantamento apontou que os EUA e União Europeia são prioritários para acordos comerciais para essas companhias.

    Segundo levantamento da CNI feito em 2019, de cada R$ 1 bilhão exportado para os EUA, eram gerados 32.810 empregos no Brasil, uma massa salarial de R$ 668,3 milhões e mais R$ 4,2 bilhões na produção de bens e serviços em outros setores da economia brasileira. Esses valores gerados são superiores aos obtidos com exportações para a China, por exemplo.

    Santa Catarina exporta para os EUA principalmente produtos industrializados de alto valor agregado e produtos para construção civil, como madeiras, móveis e cerâmicas.

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