A inadimplência segue no radar de consumidores e lojistas de Santa Catarina. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Fecomércio SC mostra que em maio houve um leve aumento na inadimplência. A parcela de famílias com contas em atraso chegou a 27,4%, uma leve alta frente a abril, quando ficou em 27,3%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento chegou a 0,6 ponto percentual. O endividamento via cartões de crédito é a principal causa.
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Os débitos com cartões de crédito continuam liderando a inadimplência em Santa Catarina, impactando nas contas de 85,7% das famílias. Em segundo lugar estão dívidas em carnês de lojas, que chegam a 26,7% e em terceiro lugar estão financiamentos bancários atrasados, que impactam as contas de 19,4% dos consumidores. Para a Fecomércio, esse perfil mostra que as dívidas das famílias são de curto prazo.
Mais famílias endividadas
A pesquisa também mostra que o endividamento cresceu no período. O número de famílias com dívidas a pagar passou de 75,1% para 76,1% entre abril e maio. Mesmo assim, ficou abaixo da média nacional que alcançou 81,6% de endividados. A média brasileira das dívidas em atraso ficou em 29,9%, após fechar no mês anterior em 29,7%.
Em contrapartida, houve melhora no indicador de famílias sem condições de quitar débitos, que recuou para 10,3%, apesar de ainda superar o registrado no mesmo mês do ano anterior. No mês anterior, abril, essa condição de não conseguir pagar a dívida afetava 11% do endividamento das famílias.
– O índice atual de inadimplência está bem acima da média histórica de Santa Catarina, que gira em torno de 22%, o que acende um alerta. Além disso, fatores externos, como a guerra no Irã e a elevação do preço do petróleo, têm pressionado a inflação, que volta a subir. Com isso, a expectativa de redução dos juros diminui, impactando diretamente o consumo das famílias – comenta Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio SC.
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Anotar os números ajuda controlar
A recomendação dos especialistas em finanças é a mesma: as pessoas precisam anotar quanto ganham e procurar não gastar mais do que recebem mensalmente. Também é importante olhar a conta bancária todos os dias. Assim, é possível buscar o equilíbrio com mais facilidade.
Além disso, o ideal é poupar 10% do que recebe no mês e fazer uma reserva para imprevistos. Essa reserva pode ser no valor de seis vezes a renda mensal da pessoa ou da família.

