Os negócios de fusão e aquisição seguem aquecidos em Santa Catarina. A Engie Brasil adquiriu a Sadenco, de Florianópolis, líder em operação de redes de iluminação na Região Sul e uma das maiores do país no segmento.

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A Sadenco tem unidades em Joinville, Blumenau, São José, Palhoça, Itajaí, Santos e Porto Alegre. Conforme o CEO da Engie Brasil, Maurício Bähr, essa aquisição amplia o leque de soluções da companhia para Cidades do Amanhã e está em sintonia com as prioridades do grupo no mundo. O valor pago pela aquisição não foi revelado. 

– A rede de iluminação é um sistema neural de uma cidade, pois nela é possível ‘embarcar’ outras soluções, como câmeras de segurança e serviços de internet, entre outras – afirma o executivo para quem uma forma de avançar no segmento é por meio de parcerias público-privadas (PPPs). 

A Sadenco se destaca em operação e manutenção de sistemas de iluminação pública. Em Santa Catarina, por exemplo, é responsável pela iluminação da Igreja Matriz de Itajaí, e em Porto Alegre, da ponte do Rio Guaíba, um dos cartões postais da cidade. Conta com uma equipe de 140 colaboradores.  

Com sistemas para cidades inteligentes, o negócio de iluminação pública integra as estratégias globais da Engie, que há alguns anos optou pelos 3Ds: descarbonização, descentralização e digitalização. Embora esse negócio seja novo no Brasil para a empresa, ela já opera no segmento em outros países, somando 1,5 milhão de pontos de iluminação pública no mundo.

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Maurício Bähr explica que no caso da descarbonização, a iluminação pública inteligente gera redução do consumo de energia e em digitalização a empresa vê a possibilidade de criar uma plataforma para outras soluções inteligentes para cidades. A iluminação pública inteligente também atende a prioridade de descarbonização porque reduz o consumo de energia.

Multinacional francesa presidida por uma mulher, a engenheira Isabelle Kocher, a Engie (ex-GDF Suez) é a maior produtora independente de energia do mundo e também a líder global em serviços públicos (Utility). Belgas e britânicos também têm participação importante no capital da companhia. 

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