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Engie faz parceria para vender a usina Jorge Lacerda; SC cobra apoio federal ao setor

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Por Estela Benetti
26/02/2021 - 17h57 - Atualizada em: 26/02/2021 - 18h12
Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, SC
Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, SC (Foto: NSC TV, reprodução)

Enquanto um grupo de estudos liderado pelo Ministério das Minas e Energia busca alternativas para o futuro da atividade carbonífera do Estado, a Engie Brasil Energia fez um acordo com a Fran Capital nesta quinta-feira para que tente vender o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL). Essa é uma nova tentativa da Engie de se desfazer do ativo para avançar no plano global de descarbonização que anunciou em 2017.

O período para a realização da venda é de 120 dias. Se o negócio não evoluir, a empresa dará continuidade ao plano de descomissionamento por fase, a partir de setembro deste ano. A capacidade instalada do complexo é de 857 MW de geração de energia. De acordo com o presidente da Engie, Eduardo Sattamini, caso a venda não aconteça, o processo de descontinuidade terá desenvolvido, com término previsto para 2025. De acordo com o executivo, o CTJL é superavitário, tem plenas condições de ter continuidade sob controle do grupo que adquirir, dando atenção para as condições de riscos.

Por que o setor de carvão de SC vê futuro e busca solução para usina Jorge Lacerda

E para viabilizar soluções de longo prazo ao setor, a vice-presidente da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Ada Faraco de Luca (MDB), encaminhou convocação de representantes do Ministério de Minas e Energia para que apresentem estudos que fizeram até agora sobre o tema. A parlamentar explica que há um esforço da região e do Estado para evitar o fechamento do complexo. O setor conta com diversas atividades no Sul do Estado, que juntas ativam a economia e geram mais de 21 mil empregos.

A decisão de criar um grupo de trabalho para discutir o futuro do carvão em SC e no país foi anunciada no final de dezembro, na Federação das Indústrias de SC (Fiesc), quando o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez palestra na entidade. A instalação do grupo ocorreu em 4 de janeiro deste ano e o prazo para conclusão dos estudos foi definido em seis meses. A convocação, de acordo com o presidente da comissão, deputado Jair Miotto, será para vir em breve, nas próximas semanas.

Entre as soluções buscadas pelo setor está a realização de pesquisas para que a geração a carvão provoque cada vez menos emissão de poluentes. Em meados de janeiro, numa ação que mostra união por SC, o govenador Carlos Moisés, recebeu apoio dos parlamentares de SC, em reunião em Brasília. O foco são soluções que não envolvam poluição do meio ambiente.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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