Diante da nova tarifa de 25% adotada pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, representantes do governo do estado e da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) se reuniram na manhã desta terça-feira para abrir o diálogo visando soluções para atender o setor produtivo, preservando a competitividade das empresas. Entre as lideranças estavam o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, e os secretários de estado a Fazenda, Cleverson Siewert, e de Articulação Internacional, Paulo Bornhaunsen.
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No encontro, o presidente da Fiesc apresentou os estudos da entidade sobre o tamanho do impacto e projeções sobre possíveis reflexos para a indústria no curto e médio prazo. Técnicos do governo catarinense também acompanharam e comentaram dados.
– O impacto do segundo tarifaço dos Estados Unidos será similar ao observado no primeiro período de elevação das tarifas. Um estudo da Fiesc mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. Essa segunda onda de elevação de taxas atinge as empresas já fragilizadas e a sensibilidade do governo estadual tem sido muito importante – disse Gilberto Seleme.
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O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, afirmou que o governador Jorginho Mello tem compromisso em manter diálogo permanente entre o governo e o setor produtivo. Disse que a prioridade é ouvir as demandas da indústria e avaliar, dentro das possibilidades legais, alternativas que possam contribuir para mitigar os efeitos da medida sobre a economia catarinense.
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De acordo com Siewert, o período eleitoral impõe limitações à adoção de determinadas iniciativas por parte da administração pública. Contudo, afirmou que o governo seguirá atuando de forma responsável, técnica e colaborativa na busca por soluções e no enfrentamento dos desafios impostos pelo novo cenário.
– A indústria catarinense é extremamente relevante economicamente, abrangendo cerca de 35% dos empregos formais e 30% do PIB. Naturalmente, o mercado externo tem grande participação neste contexto. Esse é um momento importante para o alinhamento de expectativas de lado a lado. Formamos um grupo de trabalho para, em conjunto, transformar dados em informações que vão nos levar às melhores decisões possíveis. A exemplo do ano passado, estamos confiantes de que teremos boas notícias para os empresários catarinenses – disse o secretário da Fazenda.
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Ajuda no primeiro tarifaço
No primeiro tarifaço, que começou em agosto do ano passado e se encerrou em fevereiro deste ano, o governo de SC adotou três medidas de apoio às empresas: a liberação de créditos de exportação, postergação do pagamento do ICMS e crédito mais acessível por meio do BRDE. A ajuda total somou R$ 435 milhões, com impacto positivo às empresas.
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Atenção às grandes potências
Para o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, o mercado externo sempre foi determinante para o crescimento econômico e a geração de renda em SC. Disse que as disputas comerciais entre as grandes potências devem ser permanentes e que é preciso tentar se antecipar a elas.
– Estados que têm indústria forte são estados que têm renda alta”, disse Paulo Bornhausen, ao alertar que SC não pode permitir retrocesso em sua posição econômica.
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O secretário diz que o governo seguirá ajudando setores econômicos para manter essa posição e avançar mais. Entre as lideranças que participaram da reunião, também estavam os secretários do governo de SC Leodegar Tiscoski (Indústria, Comércio e Serviços) e Arão Josino da Silva (Planejamento).

