Santa Catarina somou no primeiro bimestre deste ano US$ 1,697 bilhão em exportações, valor 4,1% menor frente ao dos mesmos meses de 2025, quando o estado contabilizou US$ 1,770 bilhão nas vendas externas. O que mais influenciou para essa retração foi a queda de 38,1% nas vendas aos Estados Unidos, que totalizaram US$ 148 milhões, analisou a Federação das Indústrias do estado (Fiesc).
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Com esse resultado, o mercado americano ficou em segundo lugar como o principal destino das exportações do estado e a China ficou com a liderança. O país asiático comprou -8,3% de Santa Catarina no período, mas somou US$ 151 milhões, superando os Estados Unidos.
O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, reconhece o impacto do tarifaço, mas vê cenário positivo para aumento de vendas ao mercado americano porque o tarifaço caiu dia 20 de fevereiro. E, desde o dia 24 de fevereiro, passou a vigorar a tarifa de 10% para vender aos Estados Unidos, que é mais baixa deve motivar aumento de negócios.
A análise da Fiesc apurou também que a Argentina comprou 24,3% menos do estado nos meses de janeiro e fevereiro, totalizando US$ 108 milhões. Por isso, recuou de terceiro para o quarto lugar entre os maiores mercados de SC, sendo superada pelo Japão, que importou US$ 131 milhões, 22,9% mais frente aos mesmos meses de 2025. Na sequência, os maiores mercados de SC foram o México e o Chile.
O produto que mais contribuiu para o faturamento em exportações no bimestre foi a carne de aves. Teve um acréscimo de 13% e chegou a US$ 426,6 milhões. A carne suína recuou 1,6% e totalizou US$ 258,7 milhões.
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O balanço dos dois meses deixou claro o impacto do tarifaço nos produtos exportados por SC aos Estados Unidos. As exportações de motores elétricos caíram -3,9% e as de madeira serrada tiveram retração de -2,4% no primeiro bimestre frente aos mesmos meses de 2025. Nessa mesma comparação, as vendas de partes de motor tiveram retração de -22,1% e as de motores de pistão e suas partes recuaram -25%.
A Fiesc destacou que outros produtos tiveram crescimento de vendas externas no bimestre. Exportações de transformadores elétricos cresceram 44,6%, outras preparações e conservas de carnes tiveram alta de 30,7%, pape kraft não revestido (21,7%) e tabaco não manufaturado (4,8%).
Importações também recuaram
Refletindo o ambiente interno do Brasil de menor ritmo da economia afetado pelos juros altos e tarifaço dos EUA, as importações também recuaram. Somaram US$ 5,7 bilhões no bimestre, -5,2% menos do que nos mesmos meses de 2025.
O maior recuo foi na compra de semicondutores, -47,1%. E o maior crescimento foi nas importações de alumínio em formas brutas, 62,9% mais. Outro destaque foram as importações de veículos, com alta de 117,5% no período. Esse grupo ficou em 11º lugar entre os maiores valores de importações do estado.
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