No primeiro semestre deste ano, a Olsen, de Palhoça, fabricante de equipamentos odontológicos e médicos, registrava vendas recordes. Mas a crise do coronavírus, com isolamento social e cenário difícil para a retomada da prática de odontologia, derrubou as encomendas em 60%. Diante dessa virada, o fundador e presidente da empresa, Cesar Augusto Olsen, traçou três cenários possíveis para a empresa nessa crise da pandemia. O menos pior é a recuperação de 20% das vendas em dois meses; a segunda alternativa seria dificuldades maiores com redução drástica da produção e corte de pessoal; e o terceiro cenário, mais radical, seria colocar a empresa num processo de hibernação parando todas as atividades por um tempo.
Continua depois da publicidade
– Vamos estar avaliando a evolução desse processo e a gradativa retomada de atividades, mas infelizmente, não é algo que esteja em nosso domínio – alerta o industrial.
Atualmente, a Olsen tem pedidos em carteira para trabalhar por 60 dias e tem recebíveis com até 12 meses. Nesse trabalho de dois meses, a empresa não está incluindo pedidos de equipamentos de concorrências já decididas por órgãos públicos e privados, governos estaduais, instituições de ensino superior e redes de clínicas.
Convite para fazer respiradores
Apesar de atuar no setor de equipamentos para a saúde, a Olsen não entrou na produção de respiradores mesmo tendo sido sondada para participar de uma parceria. Cesar Olsen concluiu que a produção desses produtos não está no DNA da empresa e que a atual demanda é totalmente sazonal.
Continua depois da publicidade
– Nossa empresa tem a filosofia de trabalhar 100% verticalizada, ou seja, produzimos de zero a 100 os nossos equipamentos. Entrar no segmento de respiradores acarretaria uma demanda extra de estudos, planejamento e de investimentos, tudo isso geraria um ciclo sem um prazo pré-estabelecido desde a concepção até a linha de produção. Até completar-se este ciclo a demanda por respiradores se manteria aquecida nos mesmos patamares atuais? Não existe esta certeza – analisa o empresário.
Investimento local
A Olsen não suspendeu investimentos na pandemia. Segundo Cesar Olsen, a empresa adquiriu uma máquina de alta precisão de corte a laser de uma empresa quase vizinha, em Palhoça, a Welle Laser. O novo equipamento vai agregar tecnologia e qualidade no acabamento dos produtos. Realiza corte de chapas metálicas de pequenas a grandes espessuras, chapas de inox, alumínio, cobre, latão e aço carbono de até 1 polegada.
– A Olsen é uma empresa de Palhoça, tem orgulho disso e também busca sempre valorizar parceiros locais, caso da Welle Laser, um nome de ponta internacional em seu segmento. Ficamos muito satisfeitos com a solução encontrada – comenta.
Tecnologia antimicróbios
A atenção à tecnologia, no caso da Olsen, conta com um olhar especial para a prevenção à saúde. Por isso os equipamentos médicos e odontológicos levam pintura de tinta com nanotecnologia e propriedades antimicrobianas, que elimina bactérias e outros microrganismos. As cadeiras odontológicas têm válvula individual antirefluxo, para evita contaminação cruzada.
Continua depois da publicidade
