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    Preços na pandemia

    Florianópolis tem inflação negativa, mas alimentos ficam mais caros

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    Por Estela Benetti
    04/05/2020 - 20h48 - Atualizada em: 05/05/2020 - 08h19
    Tomate, cebola e batata tiveram maior alta de preços nesse momento porque estão na entressafra (Foto: Carlos Júnior, Especial)
    Tomate, cebola e batata tiveram maior alta de preços nesse momento porque estão na entressafra (Foto: Carlos Júnior, Especial)

    A variação foi pequena, mas a trava na economia causada pelo isolamento do coronavírus fez Florianópolis fechar abril com deflação de -0,05%. Quem levou a variação para patamar negativo foram as passagens aéreas, que caíram 14,8% e os combustíveis que ficaram quase 11% mais baratos. Por isso, o grupo de transportes teve variação negativa de 3,78% em abril. Mas os preços dos alimentos, que importam muito para a população agora durante a pandemia, tiveram alta geral de 1,62% no mês.

    O Índice de Custo de Vida (ICV) é calculado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade Federal de Santa Catarina (Udesc). A inflação acumulada dos últimos 12 meses ficou em 2,88%.

    No grupo de alimentos, os produtos de supermercados tiveram alta média de 2,52% enquanto os de alimentação fora de casa subiram 0,16%. Os legumes e tubérculos ficaram 36,3% mais caros; cereais, leguminosas e oleaginosas subiram 13,8%; leite e derivados 8,4%; e verduras 5,6%. Houve também forte pressão no preço da cebola, que subiu 97%; e da batata inglesa, 61%. O leite longa vida, que vem de uma série de aumentos, teve alta de 16%. Somente os preços das carnes ficaram mais baratos, com redução de 0,68%.

    Também ficaram mais caros habitação (0,29%), produtos para residência (1,91%), saúde e cuidados pessoais (0,37%), despesas pessoais (0,92%) e educação (0,93%).

    - A cebola, o tomate e a batata tiveram maior alta de preços nesse momento porque estão na entressafra. Os preços de leite e derivados, com alta de 8,4%, foram motivados por aumento do custo de insumos de produção. Carne de frango e ovos tiveram preços corrigidos pelo mesmo motivo. Para se ter ideia, o preço dos ovos tiveram aumento de quase 9% - explicou Hercílio Fernandes, coordenador do Índice de Custo de Vida da Esag/Udesc.

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