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    Reforço na equipe

    Grupo Gestor do governo autoriza contratar 90 auditores fiscais para a Fazenda 

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    Por Estela Benetti
    29/06/2020 - 17h31 - Atualizada em: 29/06/2020 - 17h50
    Centro Administrativo Foto: Felipe Carneiro, BD
    Centro Administrativo Foto: Felipe Carneiro, BD

    No meio de uma crise profunda não seria indicado contratar novos profissionais. Mas o Grupo Gestor de Governo de Santa Catarina, em reunião na tarde desta segunda-feira, autorizou a admissão de 90 auditores fiscais aprovados no concurso de 2018. Motivo principal: dos 338 profissionais ativos atualmente, 171 estão aptos a se aposentar e todas as regiões do Estado enfrentam falta de auditores, num momento em que é preciso ampliar a arrecadação. Existem 162 cargos vagos na secretaria, principalmente para fiscais.

    Diante da iminência de perder quase a metade do quadro, o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, concordou com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindifisco), José Farenzena, de que há urgência para renovar o quadro. Os secretários que integram o Grupo Gestor também chegaram à mesma conclusão e, agora, só falta a aprovação do governador Carlos Moisés. O último concurso foi há 10 anos.

    Na avaliação de Farenzena, a Fazenda realmente precisa desses profissionais. Não dá para fazer “demagogia” olhando apenas o lado de que haverá crescimento de despesa com pessoal. Ele observa que cerca de 20 auditores fiscais se aposentaram, anualmente, nos últimos anos.

    A Fazenda tem especial interesse em incluir esse novo grupo na equipe porque são jovens de diversas regiões do Brasil, principalmente de São Paulo e Rio de Janeiro, com qualificação acima da média. Afinal, para ser aprovado para um dos cargos públicos mais disputados do país é preciso muito conhecimento. Alguns já têm mestrado e doutorado. A maioria é graduada em engenharia, tecnologia e direito, 88% são homens, 12% mulheres e 52% estão com idade entre 26 e 30 anos. As admissões serão para auditoria e fiscalização, gestão tributária e tecnologia da informação. O salário médio bruto será de R$ 22 mil.

    Quando iniciou a pandemia, falava-se que daria para abrir mão do arrocho para contratar principalmente profissionais de saúde e segurança. Mas diante do quadro de aposentadoria da metade dos auditores fiscais, a área da fiscalização tributária também justifica a sua urgência.

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