A segunda semana da Guerra do Irã com os Estados Unidos e Israel começou sem sinal de fim do conflito no Oriente Médio e alta do preço do petróleo para até US$ 120 dólares por barril, podendo chegar até a US$ 150, alertam países produtores. Esse aumento está ligado à escolha do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que significa continuidade de rivalidade com os Estados Unidos e risco de limitação prolongada da oferta mundial de petróleo.
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Essa alta do petróleo agora é uma precificação antecipada porque o mercado está vendo uma continuidade do conflito entre os Estados Unidos, Israel e países do Oriente Médio, o que significará menor oferta por período prolongado.
O petróleo mais caro por tempo maior significa inflação para todo o mundo, que começa pelo transporte em geral em cada país e também pelo frete marítimo internacional. Depois, se expande para toda a economia.
A última crise de petróleo enfrentada globalmente foi a gerada pela Guerra na Ucrânia, que elevou os preços do petróleo e do gás natural para o mundo todo especialmente em 2022. Isso exigiu um esforço até o final do ano passado para trazer preços de volta a patamares mais normais.
No Brasil, a nova ameaça de crise do petróleo já sinaliza impactos reais na economia. O mercado acredita que o Banco Central, diante dessas instabilidades, pode demorar para iniciar o corte dos juros da taxa básica Selic, que está em 15% ao ano. A previsão era de um corte de aproximadamente 0,50 ponto percentual, mas pode ficar em 0,25 ponto percentual ou ser postergado.
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Entre os setores que temem efeitos imediatos da alta do petróleo estão os que dependem de importações de insumos para produção. O agronegócio é um grande importador de fertilizantes daquela região. Está preocupado com alta e preços dos produtos e também com os efeitos da alta do petróleo.
A alta do petróleo causa crise econômica que pode levar à redução de exportações em geral, o que pode afetar indiretamente a economia de Santa Catarina. Além disso, a alta de preços caso os combustíveis aumentem nas próximas semanas gera inflação para a maioria dos setores econômicos.

