Mais uma vez, quase todos os preços dos 297 itens que integram o Índice de Custo de Vida da Udesc-Esag, que representa a inflação de Florianópolis, tiveram alta em novembro. Em função disso, o índice subiu 0,67% no mês, no acumulado do ano alcançou 4,07% e em 12 meses, 4,83%. Quem mais puxou o custo para cima foi o grupo de alimentos, que responde por 21,08% do total do custo de vida. No mês, tiveram alta média de 1,46% e, no ano subiram 5,82%.

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O segundo grupo com mais peso no índice, o dos transportes, subiu 0,47% em novembro. Também tiveram alta no mesmo período os grupos de artigos de residência (2,67%), comunicação (1,92%), habitação (1,60%), educação (0,15%) e despesas pessoais (0,05%). Os únicos grupos com preços em queda foram os de vestuário (-3,36%) e saúde e cuidados pessoais (-0,40%).

A alimentação em casa teve alta média de 1,94%. As maiores variações foram registradas nos preços da batata inglesa (30,49%), tubérculos, raízes e legumes (10,65%), cebola (10,64%) e beterraba (8,13%). Óleos e gorduras subiram 4,20%, com destaque para o óleo de soja (5,37%), margarina (2,26%) e azeite de oliva (1,80%). A carne bovina teve alta média de 4,04%, as carnes industrializadas subiram 3,97%, bebidas e infusões foram reajustadas numa média de 2,17%.

A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara em 0,64%. A alta foi puxada pelo preço do chopp (3,33%), almoço e jantar (1,05%). Somente o café da manhã caiu (-4,00%). A variação está ligada à subida dos preços de alimentos e bebidas.

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O administrador Hercílio Fernandes Neto, coordenador do Índice de Custo de Vida da Esag, afirma as pressões inflacionárias são as mesmas dos últimos meses. O alto preço dos grãos em função do dólar e exportações e, também, devido à seca. Ele destaca que os custos maiores da soja e milho, além dos preços de óleos, estão impactando nos custos de carnes, leite e derivados.

A alta do transporte resulta das majorações dos combustíveis e demais preços ainda sofrem impactos da maior demanda causada pelo pagamento do auxílio emergencial e outras mudanças de hábito na pandemia.

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