Com o propósito de manter a liderança e o protagonismo global na oferta de proteínas, a gigante brasileira JBS inaugura nesta quarta-feira (01), às 14h30min, em Florianópolis, o JBS Biotech, um centro avançado de pesquisas no desenvolvimento de “susperproteínas”. A companhia explica que a unidade atua em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas, elevando o padrão competitivo da cadeia de proteína animal.
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O JBS Biotech, anunciado em maio de 2022, se torna realidade agora quase quatro anos depois, com equipe de cientistas trabalhando há anos e projetos em andamento. A nova instituição fica no Sapiens Parque, em Florianópolis, e é liderada pela engenheira química Fernanda Berti, doutora em Desenvolvimento de Processos Químicos e Biotecnológicos.
Veja imagens de laboratórios do “JBS Biotech”:
Em informação para a imprensa no início da noite desta terça-feira, a empresa não fala diretamente que o novo centro vai produzir carne cultivada, mas indica que isso é possível. Informa que o centro foi projetado para atuar desde com pesquisa inicial até a validação de novas tecnologias para aplicação industrial.
O evento de inauguração contará com as presenças do CEO global da JBS, o engenheiro catarinense Gilberto Tomazoni, o governador de Santa Catarina, Jorginho Melo, cientistas do novo centro e outras autoridades.
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A nova estrutura, que recebeu investimento da ordem de US$ 60 milhões, conta com mais de 4.000 metros quadrados dedicados à pesquisa e desenvolvimento. São mais de 20 laboratórios altamente especializados, projetados segundo padrões internacionais de qualidade e segurança operacional, assegurando excelência e flexibilidade para atender demandas estratégicas da companhia de forma sustentável e contínua.
JBS Biotech tem atuação ampla para área de alimentos
A atuação da unidade abrange todo o ciclo de desenvolvimento tecnológico, da ciência básica e biologia molecular à engenharia, simulação de dados e validação de resultados.
– A JBS Biotech é capaz de desenvolver desde proteínas funcionais – as chamadas superproteínas – até novas soluções em ingredientes que contribuam para produtos mais saudáveis. Mas, mais do que produzir um item final, nosso objetivo é desenvolver tecnologia, acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial – afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
– Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais sob medida para diferentes necessidades dos consumidores – explica Fernanda Berti, CEO da JBS Biotech.
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A líder do JBS Biotech destaca que essa nova fronteira inclui o avanço da nutrição de precisão, com o desenvolvimento de ingredientes e proteínas desenhadas para modular respostas fisiológicas específicas, tanto em humanos quanto em animais.
Ela explica que o trabalho do novo centro está centrado no compromisso de oferecer ao consumidor proteínas de alta qualidade, ampliar o acesso a novas tecnologias de produção de proteínas e contribuir para a construção de um modelo produtivo cada vez mais eficiente.
A empresa vê potencial para desenvolver proteínas com alta qualidade nutricional, ricas em aminoácidos essenciais, na proporção adequada ao consumo. Também pode ter propriedades funcionais específicas.
Isso pode levar à criação de ingredientes para atuar de forma direcionada, incluindo desde ganho de massa muscular até suporte imunológico e desempenho metabólico. Isso significa uma ampliação no conceito de nutrição tradicional para uma nutrição mais personalizada e baseada em ciência.
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– O conhecimento gerado também é aplicado na melhoria de produtos já existentes, ampliando qualidade e valor nutricional. Entre as frentes de pesquisa está o desenvolvimento de peptídeos e bioingredientes com potencial antioxidante e antimicrobiano, que podem contribuir para a redução de aditivos em alimentos e para o avanço de produtos com perfil clean label- explica a JBS Biotech.
Projeto além da carne cultivada
Quando anunciou o novo centro de inovação para Santa Catarina, em Florianópolis, cidade que mais concentra doutores no estado, a JBS anunciou que desenvolveria no Sapiens Parque plantas para fabricar carne cultivada. Questionada pela coluna se a empresa fará também esse produto na unidade, a CEO da JBS Biotech, Fernanda Berti, afirma esse projeto permitiu expandir a visão.
– Não desistimos, nós expandimos a visão. Desde o início, nossa visão foi clara: se houver alguma disrupção no setor, queremos fazer parte dela. Não queremos ser surpreendidos por mudanças tecnológicas. O projeto inicial de proteína cultivada foi “a mãe” que nos abriu os olhos. Entendemos que o negócio é muito mais amplo – destaca a CEO.
– O grande valor está no aprendizado. O conhecimento que ganhamos sobre fisiologia, nutrição e aminoácidos essenciais nos permite desenvolver “superproteínas” e melhorar os produtos que já oferecemos. Continuamos com nosso investimento na BioTech Foods, na Espanha, que segue avançando, mas o centro no Brasil tem um escopo de plataforma de diversificação – ressalta Fernanda Berti.
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