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Melhor uso do potencial de energia de SC poderia baratear custo

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Por Estela Benetti
04/07/2019 - 05h45 - Atualizada em: 04/07/2019 - 10h47

Investidores do Estado participaram do leilão A-4 de energia renovável realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com 16 projetos, dos quais 11 PCHs e cinco CGHs (centrais geradoras de energia), mas apenas dois foram vencedores para vendas do insumo a partir de 2023. Os projetos aprovados sexta-feira foram da PCH Celso Ramos, gerida pela Celesc na cidade de Faxinal dos Guedes, e da PCH Águas da Serra, de propriedade da Ceesam, em Benedito Novo.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Energia do Estado (Apesc), Gerson Berti, foi um bom resultado para o Estado considerando o cenário nacional, mas foi ruim porque o potencial catarinense para geração de energia por PCHs e CGHs é gigante. Ele lamentou a série de projetos parados no Estado, embora já licenciados, por falta de comprador em leilão.

Berti argumenta que a natureza favorece Santa Catarina na geração limpa de energia por meio de pequenas centrais hidrelétricas. Não favorece usinas solares e eólicas porque aqui as terras são caras, há pouca incidência de sol e de ventos. Mas o Estado poderia estar num canteiro de obras, com muitos projetos se, por exemplo, a Celesc, fizesse leilões locais para comprar energia nas regiões onde atua. Isto porque a energia limpa comprada de fora é mais cara por pagar custos de transporte e ter perdas nas transmissões.

— Temos possibilidade de fazer mais cerca de 100 PCHs. Se tivéssemos comprador, poderíamos construir as usinas e tornar SC autossuficiente em energia – observa ele.

Esses projetos de unidades menores têm impacto ambiental baixo, mas necessitam de financiamento para o investimento, que só é liberado quando a empresa consegue contratar a venda da energia para a Aneel ou outro comprador.

Previdência de Estados

A não inclusão de Estados e municípios no novo texto da reforma da Previdência é preocupante não só para governadores e prefeitos, mas para todos os brasileiros. A maioria dos Estados está quebrada por má gestão e, no final, quem paga a conta somos todos, pois os rombos caem para a União. Seria bom se os políticos pensassem menos na próxima eleição e resolvessem isso agora, incluindo também Estados e municípios. O governo de SC fez uma reforma mais dura do que a que está sendo proposta, mas precisa estabelecer a idade mínima. Esse é o desafio do governo de Carlos Moisés.

Indústria cresce 6,3%

Apesar do pessimismo nacional sobre a economia e de números fracos do Brasil, a indústria catarinense vai bem. É isso que mostra o faturamento do setor, que acumulou alta de 6,3% de janeiro a maio, segundo pesquisa da Fiesc. A média de SC ficou bem acimada brasileira, que fechou o mesmo período com alta de 1,6% da receita bruta acumulada. Frente a maio do ano passado, a receita da indústria cresceu 26%. Mas aí é preciso considerar que em 2018 teve a greve dos caminhoneiros em maio, aí não dá para comparar.

14 mil novas empresas

O jovem empresário Piter Santana, secretário de Desenvolvimento Econômico de Florianópolis, diz que em 26 meses de gestão que estão sendo completados, a pasta realizou 400 atividades, entre as quais a redução de 141 dias para 40 dias o prazo de abertura de empresas na Capital. No período considerado, foram abertas 14 mil novas empresas, informa ele que também é presidente da Ampe Metropolitana. O programa Exporta Floripa apoia a internacionalização de mais de 600 empresas do município. Um dos programas de apoio importante é o Cidade Empreendedora, do Sebrae-SC.

Apoio ao vinho

Como a vitivinicultura do Brasil é uma das mais tributadas do mundo e, no médio prazo, terá que concorrer com a Europa, a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, anunciou programa de incentivo ao setor com recursos para renovar pomares. Os viticultores de SC agradecem essa atenção.

Leia também: Uva e vinho batem recorde em SC

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Estela Benetti

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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