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    Inflação

    Ministra diz que não vai faltar arroz; preço do cereal segue alto no país

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    Por Estela Benetti
    08/09/2020 - 19h42
    Arroz produzido em Santa Catarina
    Arroz produzido em Santa Catarina (Foto: Aires Mariga, Epagri, divulgação)

    Nos últimos dias, o governo federal tem sido pressionado devido ao aumento de preços de alimentos básicos como arroz, feijão, carnes e leite. Nesta terça-feira, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que não vai faltar arroz no país, que a Conab tem estoque regulador. Só que o preço do cereal subiu mais de 20% este ano no país e um aumento maior da oferta pode ser esperado apenas na próxima safra, sinalizou a ministra. Isso significa que o estoque regulador não tem o tamanho necessário. Em Florianópolis, o preço do arroz subiu quase 10% no mês de agosto. 

    A retomada da inflação é criticada porque afeta justamente o custo de vida dos mais pobres, que sofrem com a pandemia. Tereza Cristina foi pressionada inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro sobre os aumentos dos alimentos. Mas, pelas declarações dela nesta terça-feira, o ministério terá que deixar a lei da oferta e da procura agir. Ela informou que a safra de arroz 2020/21 será 7,2% maior e chegará a 12 milhões de toneladas.

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    Pelo jeito, o brasileiro terá que enfrentar preço alto do produto até o primeiro trimestre do ano que vem. Uma das expectativas é que como o preço subiu muito no Brasil, as importações sejam retomadas e tragam o produto com preço mais acessível.

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    A alta deste ano tem várias causas. Uma delas foi a seca que atingiu desde o plantio da safra passada e logo começou a pressionar preços. Essa falta de chuvas reduziu em mais de 3% a safra do Rio Grande do Sul, que é o maior produtor. Além disso, as exportações cresceram em função do dólar alto e as famílias consumiram mais arroz porque passaram a cozinhar em casa em função da pandemia.

    Para quem quer gastar menos e ainda ter uma alimentação saudável, a opção é recorrer a um prato típico dos manezinhos da Ilha de SC: farinha de mandioca, pirão dessa farinha ou a própria mandioca. Estudos e constatações da vida real mostram que a mandioca reduz o colesterol ruim, o que faz bem ao coração. Outra alternativa é recorrer à tradição europeia de consumir batatas ao invés de arroz. Isso é comum principalmente na Alemanha, Holanda, Bélgica e Reino Unido.

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