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Pesquisa revela

Na crise, a estratégia em SC é postergar eventos

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Por Estela Benetti
23/04/2020 - 19h33
A Expogestão, que ano passado reuniu mais de 8 mil pessoas (foto) em Joinville, foi postergada este ano para o fim de setembro Foto:André Kopsch, divulgação
A Expogestão, que ano passado reuniu mais de 8 mil pessoas (foto) em Joinville, foi postergada este ano para o fim de setembro Foto:André Kopsch, divulgação

Em tempos de economia sem pandemia, normalmente um setor que entra primeiro na crise também consegue sair primeiro. Mas com a Covid-19, o setor de eventos foi um dos primeiros a suspender atividades e será um dos últimos a retomar. Sondagem da Fecomércio-SC sobre estratégias do setor junto a 28 empresários do Estado realizada entre 03 e 13 de abril mostra que 47% estão remarcando as programações do primeiro semestre para o segundo. Nessa pesquisa, foram parceiros da Fecomércio o Blumenau e Vale Europeu Convention & Visitors Bureau e a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura.

Diante da crise, gestores de dois grandes eventos realizados em Santa Catarina tiveram estratégias diferentes: a Ópera Eventos Corporativos, que realiza a Expogestão, em Joinville, postergou a data de maio para o final de setembro deste ano, e a Resultados Digitais, de Florianópolis, que realiza o RD Summit, suspendeu a edição deste ano, que seria em outubro.

Hora de negociar, orienta Fecomércio

A sondagem apurou que enquanto aguarda cenário mais claro, o setor de eventos está negociando. Além dos 47% dos eventos postergados para o segundo semestre, 19% decidiram que vão realizar a programação assim que for possível, 11% passaram para o próximo ano e 22% não tiveram marcada uma nova data. O presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, diz a remarcação é para evitar o efeito cascata de derrubar as atividades de dezenas de fornecedores.

- O empresário deve optar pelo reagendamento do evento quando possível, renegociar prazos de financiamento, flexibilizar contratos e manter o networking – aconselha Beithaupt.

Incertezas sobre a retomada

O setor de eventos é um dos que seguem com muita incerteza. Por isso, segundo a sondagem, 24% das empresas estão prevendo redução no quadro de pessoal ou suspensão de contratos de trabalho, 24% vão conceder férias, 21% vão compensar horas, 18% farão redução de jornada com redução de salários, 12% optaram por férias coletivas e 3% por trabalho remoto.

De acordo com o presidente do Blumenau e Vale Europeu Convention Bureau, Develon da Rocha, o levantamento vai ajudar na busca de novas alternativas. Para boa parte do setor, num futuro próximo, eventos regionais, que não usem a malha aérea, serão mais promissores.

Estela Benetti

Colunista

Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

siga Estela Benetti

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