O Festival Social Good Brasil, realizado sexta-feira e sábado, na Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em Florianópolis, teve como um dos pontos altos palestra e debate sobre Novo Poder baseado em comunidades em redes usando tecnologias exponenciais. Os autores dessa nova forma de perceber o mundo, os americanos Jeremy Heimans (E) e Henry Timms (D), além de palestra fizeram o lançamento do livro New Power (ainda sem tradução em português) que escreveram em conjunto sobre o tema.
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Eles vieram a convite da presidente voluntária do Social Good Brasil (SGB), Fernanda Bornhausen (C), também organizadora do festival que atraiu 1,5 mil pessoas. O evento na Capital de SC, realizado agora pela sétima vez, se consagrou como um dos maiores do mundo promovidos pelo movimento Social Good, criado pela Fundação das Nações Unidas, a partir de sugestão de Jeremy Heimans, em 2010.
Hoje, o movimento conta com uma comunidade online em mais de 100 países, que focam a disseminação de iniciativas que melhoram a qualidade de vida das pessoas usando tecnologias exponenciais. Tanto Heimans quanto Timms são ativistas sociais com o uso de tecnologias há anos. Timm foi o fundador do movimento Giving Tuesday, que no Brasil é o DiaDeDoar, após a Black Friday.
Big Data pelo bem
A presidente do Social Good Brasil, Fernanda Bornhausen, está otimista com as expectativas de avanço em soluções sociais com o uso de dados. O SGB lançou sábado o movimento Date for Good, com a participação do americano Andrew Means, que liderou nos EUA iniciativa de combate ao tráfico de pessoas com o uso de tecnologias digitais. Conforme Fernanda, a expectativa é envolver mais empresas de tecnologia para desenvolver projetos no Brasil. Um destaque foi o Serenata de Amor, do Rio Grande do Sul, quando o uso de robôs para cruzamento de dados acabou com fraude em viagens de vereadores que consumiam diárias desnecessárias.
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Dinheiro acessível
A empreendedora Nina Silva, carioca que é ex-executiva da gigante de software empresarial SAP, apresentou no Festival do Social Good Brasil o seu projeto Black Money, que usa a tecnologia blockchain para oferecer dinheiro com custo mais baixo para empreendedores afrodescendentes em São Paulo. Ela foi eleita uma das 100 mulheres negras mais influentes do mundo por usar a tecnologia exponencial para soluções na área social.
Outros exemplos na área de educação e tecnologia foram apresentados.
– O que a gente pretende é juntar tudo isso num movimento, encorpar esse movimento, incluir grandes empresas de tecnologia e juntar esses atores que já estão aí para resolver os nossos grandes problemas – comentou Fernanda Bornhausen.
