Diante do crescente investimento em veículos elétricos, a Celesc e a Copel – distribuidora de energia do Paraná –  fizeram um acordo para a instalação de mais dois eletropostos no corredor rodoviário de aproximadamente 300 quilômetros que liga as duas cidades. A Celesc vai instalar um na subida da Serra Dona Francisca e a Copel, outro no topo da serra, informa a distribuidora catarinense. 

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A decisão de instalar um corredor elétrico nessa região resultou de uma parceria entre a Celesc e a Fundação Certi. O plano foi implantar sete pontos de abastecimento num projeto com recursos de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

 – Esse importante projeto complementa as iniciativas individuais realizadas pelas duas distribuidoras em suas respectivas áreas de concessão e permite que o público da região Sul se familiarize com a tecnologia para que, aos poucos, estes veículos mais sustentáveis sejam inseridos na frota brasileira – observa Cleverson Siewert, presidente da Celesc. 

As estimativas são de que até 2020, o Brasil conte com 50 mil veículos elétricos. As montadoras estão ampliando as ofertas e há um esforço grande para incluir também veículos pesados como ônibus e caminhões. Isso reduziria a poluição atmosférica das cidades, que hoje consiste num grande problema de saúde. O principal impedimento para um crescimento maior é o alto preço dos veículos elétricos.

 

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Na Bovespa, à espera do mercado

A Flex Gestão de Relacionamentos, empresa de Florianópolis que é uma das líderes nacionais em serviços de relacionamento empresa-cliente, após mais do que triplicar o faturamento entre 2014 e 2017, aderiu ao segmento de mercado Bovespa Mais, da B3, a bolsa de valores do Brasil.

A companhia fundada em presidida pelo manezinho Topázio Silveira Neto saltou de um faturamento de R$ 186,15 milhões em 2014 para R$ 580,20 milhões, 211,7% mais. Segundo ele, o objetivo é ter uma governança de credibilidade e poder acessar recursos de investidores numa eventual expansão. No Bovespa Mais, a empresa tem até sete anos para abrir o capital (fazer o IPO). 

– Nos próximos três anos podemos ter uma janela de oportunidade para fazer o IPO – afirma o empresário, que espera melhores condições de mercado, com a retomada consistente do crescimento, para dar esse novo passo. 

Mas Bovespa Mais, no qual a  Flex ingressou dia 24 de maio com direito a toque do sino da bolsa e outras comemorações, também é possível acessar recursos de investidores, mas de forma mais limitada. A empresa, em 2014, recebeu aporte de capital do fundo Stratus SCP Brasil.  

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13,5 mil colaboradores

Com oferta de serviços de call center e outras soluções tecnológicas, a Flex Gestão de Relacionamentos, que iniciou atividades em 2009, oferece atualmente 13 mil empregos diretos em seis unidades. Quatro em Santa Catarina situadas em Florianópolis, Lages e Xanxerê, mais duas em São Paulo, nas cidades de Engenheiro Coelho e São Paulo. Além disso, tem dois centros de inovação, em na Capital de SC e outro em SP.  



Quase mil estudando

Outro diferencial da Flex é o apoio para que seus colaboradores sigam estudando, especialmente na graduação. Por isso a companhia, atualmente, está bancando totalmente a graduação – cursos de tecnólogos – para quase mil trabalhadores. Os cursos são oferecidos em parceria com as universidades Kroton e Anhembi Morumbi. A mensalidade custa mais de R$ 350, o estudante paga R$ 70 e a empresa a maior parte. Quando se forma, o colaborador recebe de volta a parte que investiu no curso. 


Tecnologia de ponta

O investimento alto em tecnologia pela Flex é para estar preparada para as exigências atuais e futuras do mercado. Apesar de prestar muitos serviços com a participação de pessoas, uma boa parte já está robotizada, ou seja, é uma máquina que atende e encaminha soluções no call center, explica o presidente Topázio Silveira. 

– A gente fez muita mudança dentro da empresa, atividades mais rotineiras estão sendo automatizadas. As pessoas atuam onde é necessário um atendimento com mais capacitação – afirma Topázio Silveira. 

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A empresa usa inteligência artificial, Big Data & Analitycs, Bots, Machine Learning, agentes virtuais e unidades de resposta audível (URAs cognitivas).

 

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