Questionado sobre como gostaria que o setor privado fosse ouvido pelos políticos nas decisões que impactam na economia, como a mudança de jornada de 6X1 para 5X2 e outras, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, decidiu dar um exemplo simples para mostrar que quem gira a economia é o setor privado. Segundo ele, uma pequena cidade dá ideia de como isso acontece:
Continua depois da publicidade
– Existe uma cidadezinha pequena e chega um vendedor. Ele vai numa mercearia para cobrar uma dívida. Ele não poderia fornecer mais produtos a ela.
– Ao chegar nessa cidadezinha, ele vai numa pequena hospedagem. E a hospedagem informa: olha, o senhor vai ficar aqui e tem que pagar adiantado. Então ele paga adiantado três diárias e deixa para ir à mercearia em outro dia.
– Esse mesmo dono da hospedagem estava devendo dinheiro ao açougue e usa o dinheiro para pagar esse débito.
– O dono do açougue lembra: Poxa! Estou devendo imposto para a prefeitura. Pega esse mesmo dinheiro e vai pagar a prefeitura.
Continua depois da publicidade

– A prefeitura estava com salários de funcionários atrasados. Então, usa o dinheiro para pagar os funcionários.
– Os funcionários da prefeitura, por suas vezes, tinham cadernetinhas para pagar na mercearia e usaram o dinheiro para pagá-las.
– O vendedor, quando chegou na mercearia para cobrar a conta, recebeu o pagamento.
– Então, o mesmo dinheiro que o vendedor pagou as três diárias na pequena hospedagem foi o que fez a economia circular, pagando inclusive a mercearia.
Continua depois da publicidade
-O vendedor, por sua vez, tirou um novo pedido e forneceu mais mercadorias para a mercearia.
– Quem é que fez essa economia toda circular? Foi o setor produtivo, o setor privado. A prefeitura arrecadou imposto, fez a política pública, pagou seus funcionários.
– Quem tem esse poder de fazer a economia circular é o setor privado. Agora, multiplique isso na sociedade. Quem é que tem realmente a capacidade de fazer o crescimento econômico acontecer? É o setor produtivo – destaca Ricardo Alban.
Para o industrial, se os políticos prestassem mais atenção sobre como acontece o giro da economia, teriam mais atenção também nas decisões que afetam a vida das empresas. Por isso, Alban cobra uma efetiva política industrial para o Brasil e cautela nas decisões tributárias, em especial, agora, nessa sobre a mudança de jornada.
O presidente da CNI esteve em Florianópolis sexta-feira (19) participando do evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) de homenagens a industriais que receberam a comenda do Mérito Industrial da Fiesc e da CNI.
Continua depois da publicidade

