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    Pesquisa mostra que 40% das empresas do litoral vão contratar temporários

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    Por Estela Benetti
    26/11/2020 - 11h28 - Atualizada em: 26/11/2020 - 14h11
    Praia durante a pandemia
    Praia durante a pandemia (Foto: Diorgenes Pandini)

    Oportunidade de emprego para muitos trabalhadores no verão nos setores de comércio e serviços, o trabalho temporário para a próxima temporada de verão tende a ser com menos oportunidades do que a anterior em função da pandemia e incertezas, sinalizou pesquisa da Fecomércio-SC sobre o tema. 

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    O levantamento apurou que 40,0% das empresas entrevistadas vão contratar temporários, 10,8% estão em dúvida e 49,2% informaram que não contratarão. A pesquisa foi realizada de 27 a 31 de outubro junto a 557 empresas do comércio e serviços nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Imbituba, Laguna e São Francisco do Sul.

    A conclusão do economista da Fecomércio, Leonardo Regis, de que o número de vagas no próximo verão será menor do que no anterior está ligada ao percentual de movimentação de quadro permanente. Das empresas ouvidas, 44,7% informaram ter reduzido o número de trabalhadores, 47,9% disseram que permaneceram com o mesmo número por tempo indeterminado e apenas 5,2% informaram que aumentaram o número de empregos. São ajustes feitos para o período de pandemia.

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    Foram ouvidas na pesquisa empresas dos setores hoteleiro, gastronomia, comércio em geral e serviços turísticos. Enquanto o setor de vestuário, calçados e assessórios informou que vai contratar menos, os supermercados, que já vinham com mais contratações desde o início da pandemia, relataram que vão contratar mais.

    — O setor de vestuário, calçados e assessório mostrou tendência de menos contratação de temporários, o que é preocupante porque é um dos setores que mais empregam. O esquema produtivo da indústria desse setor está consolidado e pode crescer mais com a redução das importações, mas a parte de vendas do setor vai ter menos estabelecimentos e menos empregos, justamente pelas vendas online – analisou o economista Leonardo Regis.

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