O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina cresceu 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses até março de 2026 frente a mesmo período anterior, de acordo com estimativa da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). A alta indica que a economia catarinense superou a média nacional que, segundo o PIB oficial apurado pelo IBGE, cresceu 2% no mesmo período. A informação é destaque no Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de março, divulgado pela Seplan.

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Dos setores considerados no cálculo, o que mais puxou o resultado para cima foi o de serviços, com alta acumulada de 4,1% no período de 12 meses. Na sequência vieram a agropecuária com mais 3,1%, e o comércio ampliado, com crescimento de 2,3% em 12 meses. A produção industrial fechou esse ciclo com resultado praticamente estável (-0,1%).  

Apesar de o resultado ser positivo e acima do nacional, a economia de SC apresentou desaceleração frente ao trimestre anterior, quando fechou o ano de 2025 com alta de 3,8% na comparação com o ano anterior.

– A desaceleração ocorre em um ambiente econômico mais desafiador, marcado pela manutenção das taxas de juros em patamares elevados, condições de crédito mais restritivas, inflação ainda resistente em alguns segmentos e aumento das incertezas no cenário internacional. A intensificação dos conflitos geopolíticos, a volatilidade dos preços das commodities e o avanço de medidas protecionistas em importantes mercados também têm contribuído para reduzir o dinamismo da atividade econômica global e nacional – explica no boletim da Seplan o economista Paulo Zoldan, responsável pelo estudo.  

Os serviços, que puxaram a alta em SC, tiveram como destaque maior as expansões dos setores técnicos e profissionais, que cresceram 9,6%, seguidos por administração pública que avançou 8,3% e serviços de informação, com alta de 5,3%. Isso mostra fortalecimento de atividades do setor de tecnologia. Os setores voltados ao consumo das famílias tiveram desempenho fraco.

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Na agropecuária, o impulso maior do bom resultado em 12 meses veio da pecuária, que cresceu 4,4% no período. O destaque foi a apliação da produção de aves e suínos para exportações, nas quais Santa Catarinia é uma referência.

O setor de comércio, com avanço de 2,3%, superou a média nacional, que ficou em 0,2% no período de 12 meses. Esse resultado está ligado principalmente a alta empregabilidade no estado, que encerrou março com taxa de desemprego de 2,7%, a menor do Brasil.

O setor industrial do estado, impactado por fatores internos e externos, teve resultado estável em 12 meses, mas o desempenho foi variável. Setores ligados ao agronegócio, bens de capital e insumos industriais cresceram. Um exemplo foi a indústria de alimentos com alta de 4,9% no período. Mas setores ligados a exportações aos Estados Unidos e às vendas a prazo tiveram retração. A produção de veículos, por exemplo, teve um recuo de 17% no período.

Apesar dos cenários nacional e internacional mais adversos, a economia catarinense segue mantendo uma média de crescimento superior a brasileira por ser diversificada e, por isso, mais sólida, avalia o economista Paulo Zoldan na publicação.

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