O ritmo da economia catarinense continua acima da média brasileira. No período de janeiro a novembro de 2025, a atividade econômica do estado teve crescimento acumulado de 4,9%, acima da média nacional que ficou em 2,4%. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), apurado pelo Banco Central e considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
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De acordo com análise do Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, nesse período, o melhor desempenho foi alcançado pelo setor de serviços, seguido pela indústria e pelo comércio. Mas a atividade agropecuária, com fortes exportações, tem sustentado o resultado agregado do estado.
– O ritmo de crescimento da economia de Santa Catarina já mostra sinais de desaceleração, como era previsto. O aumento da taxa de juros, para frear o consumo e reduzir a demanda, surtiu o efeito esperado e a análise aponta a perda de dinamismo na indústria do Estado – analisou o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.
O Observatório da federação apurou que o agronegócio tem influenciado a atividade econômica e compensado resultados mais fracos da indústria e dos serviços. Produtos de exportação como soja, milho e tabaco tiveram crescimento expressivo em 2025 e contribuíram para os resultados gerais melhores.
– O resultado positivo do IBCR catarinense não indica uma expansão disseminada da atividade econômica, mas sim uma dinâmica de crescimento concentrada em segmentos específicos da economia – explicou o economista do Observatório, Arthur Calza.
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Entre os demais setores, os serviços tiveram maior alta de janeiro a novembro do ano passado, com crescimento de 3,7% frente ao mesmo período do ano anterior. O grupo com maior alta, de 7%, foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceu 7%. Também tiveram bons desempenhos os serviços de informação e comunicação, com alta de 5,1%, e serviços prestados às famílias, que cresceram 4,3%.
A produção industrial cresceu 3,4% no ano passado, até novembro, com perda de ritmo. A maior alta foi em fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com aumento de 12,3%. Em segundo lugar ficou o grupo de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que cresceu 7,8% e a produção de máquinas e equipamentos, com 5,9%. Esse último grupo teve impacto positivo da safra recorde de grãos em 2025, apurou o Observatório.
O comércio – varejo ampliado – cresceu 2,6% no ano passado, até novembro. O maior salto foi no grupo de outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 10,2%. Os supermercados e hipermercados cresceram 7,3% e materiais de construção tiveram alta de 7,2%.

