Sempre que começa um novo ano são feitas previsões sobre o cenário econômico e impactos das tecnologias e inovações. Desde que os computadores começaram a ser incorporados às empresas no início dos anos de 1980, as preocupações cresceram e avançou também o interesse sobre a futurologia na área.
Lançada em 1995 em San Francisco, no Vale do Silício, Estados Unidos, a Wired, revista mensal sobre tecnologia, fez um artigo com previsões sobre como seriam alguns impactos em 2020 no contexto de cinco ondas tecnológicas – computadores pessoais, telecomunicações, biotecnologia, nanotecnologia e energia alternativa. Em alguns casos, alcançou impressionante margem de acerto e em outros, nem tanto, destaca em artigo amplo o blog da BetWay Cassino. Confira abaixo uma síntese minha sobre a abordagem.

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Perto da realidade

A Wired projetou que os computadores pessoais seriam adotados primeiro nas empresas, depois nas famílias, e os microprocessadores teriam suas capacidades dobradas a cada 18 meses. Não tão distante, caberiam na palma da mão e em 2015 a tradução simultânea aconteceria, encurtando distâncias entre pessoas do mundo todo.

A tradução simultânea se tornou realidade a partir de 2017, embora ainda não de forma tão prática para o mundo todo. Os microprocessadores foram para a palma da mão das pessoas com os smartphones, levando informações para todos os locais do mundo onde há conexão.

A revista previu também que empresas de hardware e infraestrutura experimentariam crescimento exponencial porque seriam grandes oportunidades de negócios na virada do século. Essa projeção foi acertada porque esses segmentos se tornaram e continuam como negócios fortes.


Não aconteceu

Empolgada com a força das tecnologias para transmitir informações e dados, a Wired previu que a partir dos anos 2000 a mídia teria uma explosão graças à interatividade e personalização e haveria uma luta pela TV digital. Não foi bem assim. Ocorreu, realmente, uma facilidade de comunicação absurda, o que vem provocando redução de atividades e crise na mídia de um modo geral, que está tentando se reinventar para sobreviver.

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Para a área médica, a revista estimou que por volta de 2012 uma terapia genética seria aperfeiçoada para o câncer e cinco anos depois quase um terço das 4 mil doenças genéticas poderiam ser evitadas por meio da manipulação genética. Ainda não chegamos lá. O Crispr, descoberto em 1993 e projetado em 2015, e outras tecnologias divulgadas ainda não permitem a edição de DNA e eliminação de doenças que tanto afetam a humanidade.

A biotecnologia impactaria também a agricultura. Conforme a Wired, animais seriam modificados geneticamente e seus órgãos poderiam ser doados para humanos por volta de 2005. Não chegamos lá.

No mundo da energia, a estimativa era de que sistemas elétricos de aviões seriam usados em automóveis e que em 2010 o combustível principal do planeta seria hidrogênio, sem gerar poluição. Um dia isso pode acontecer, mas não foi no prazo previsto pela revista.
A aposta tecnológica é nos carros elétricos.

Na foto, estação para abastecer carro elétrico instalada ano passado pela GM no estacionamento da Associação Empresarial de Joinville (Acij). A montadora americana tem uma fábrica de motores no município, por isso é sócia da entidade.

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