Portugal começa a se destacar como porta de entrada de empresas de tecnologia de Santa Catarina na Europa; e Florianópolis, por sua vez, se coloca como a porta para as companhias portuguesas do setor avançarem no Brasil e na América Latina. Esta é a visão tanto das lideranças quanto de empresários da missão de Portugal à Capital catarinense ontem, quanto dos líderes catarinenses que receberam os portugueses.
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O grupo português, que teve à frente Maria Miguel Ferreira, diretora da Startup Portugal- entidade que apoia o ecossistema de startups do país – e Tiago, executivo do Projeto NGUZU, que incentiva startups lusitanas a fazer parcerias com a China e países de língua portuguesa, cumpriu intensa agenda nessa terça (25) em Florianópolis. Visitou a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Incubadora Celta, Sapiens Parque (empresa Softplan), Resultados Digitais e encerrou com evento de aproximação de empresários no Sebrae-SC. Essa conexão Portugal SC foi articulada pelo empresário Alex Lima, fundador e sócio da Glóbulo, que atua com estratégia empresarial.
Maria Miguel informou que tem ouvido muito falar em Florianópolis como uma cidade com ecossistema privilegiado para startups por diversas razões, entre as quais diversos apoios de entidades a essas empresas, pela qualidade de vida e segurança.
– Nós viemos com a comitiva de startups portuguesas para apoiar a internacionalização dessas empresas porque Portugal é um mercado de 10 milhões de pessoas, é minúsculo. Tem menos habitantes do que a cidade de São Paulo. Por isso qualquer empresa tem que procurar o mercado externo desde que nasce – afirmou.
Tanto nos contatos em Florianópolis, quanto em São Paulo, nesta quarta e quinta, os portugueses pretendem conhecer parceiros. Aléx Lima, que acompanhou todas visitas ontem, disse que foram feitos contatos importantes, embora não dá para dizer, ainda, que foram fechados negócios. Segundo ele, diversas empresas do Celta interessaram Tiago e há a oportunidade até de uma parceria com Portugal visando uma aceleração de negócios na área de tecnologia.
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Duas empresas de tecnologia de Florianópolis abriram recentemente filiais em Lisboa, a Resultados Digitais e a Neoway. Indústrias do Estado já estão por lá há mais tempo, como a WEG e a Haco.
Semelhanças econômicas
A sintonia entre Santa Catarina e Portugal vai além do país europeu estar na moda e terem populações quase do mesmo tamanho – 10 milhões lá e 7,075 milhões aqui – e muitos catarinenses desejarem mudar para lá. Os dois têm setor de tecnologia de projeção nacional e internacional, a colonização portuguesa na região de Florianópolis ajuda e os parques industriais são parecidos. Na Fiesc, ontem, onde o grupo foi recebido pelo diretor de Relações Industriais, Carlos Henrique Ramos Fonseca, Maria Miguel concluiu que a indústria de SC tem muitas semelhanças com a do seu país, especialmente nos setores têxtil, plástico, metalmecânico e calçadista. Na foto, partir da esquerda, Tiago Cardoso, do projeto NGUZU, Maria Miguel Ferreira, diretora da StartUp Portugal, Alex Lima, presidente da Glóbulo, e Pedro Sacramento, também da StartUp Portugal.
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