Santa Catarina fechou o primeiro trimestre de 2023 com US$ 2,7 bilhões em exportações, 6% mais do que no mesmo período de 2022. As importações do período alcançaram US$ 7 bilhões, 4,6% superiores aos mesmos meses do ano anterior. De acordo com análise de economistas do Observatório Fiesc, da federação das indústrias, o valor das exportações, por tonelada, alcançou em SC o segundo maior preço médio do Brasil, US$ 1,6 milhão, só atrás do Amazonas. 

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Na lista dos 10 produtos mais exportados pelo Estado no período, a carne suína, impulsionada pelas compras chinesas, teve a maior alta. A China importou mais porque suspendeu as restrições em função da Covid-19 e, também, porque voltou a enfrentar dificuldades sanitárias em função da peste suína africana. 

Um destaque na balança comercial catarinense foram as vendas de produtos de alta intensidade tecnológica, que cresceram 8,5% no período frente ao mesmo trimestre do ano anterior. O principal item desse segmento – partes de motores – teve expansão de 30,4% nas vendas para os Estados Unidos. 
Nesse grupo, conforme a análise do Observatório Fiesc, também se destacaram as vendas de motores de pistão (compressores de ar)  cresceram mais para a Argentina a partir de meados de 2022.

As vendas de transformadores elétricos avançaram para países das Américas, principalmente aos EUA, Canadá, Colômbia e Chile. Outro destaque foi a alta de 39% das vendas de aparelhos telefônicos, puxadas principalmente pelo mercado indiano, que comprou mais que o dobro do mesmo período de 2022. 

SC segue registrando retração nas vendas de produtos de madeira para os Estados Unidos. O motivo principal é a desaceleração do mercado construtivo devido à alta de juros por lá. 

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Entre os produtos mais importados por Santa Catarina, as maiores retrações de preços médios no primeiro trimestre ocorreram nas compras de fertilizantes e veículos. Segundo o Observatório, os fertilizantes tiveram recuo de 38,8% porque houve normalização do mercado após o início da guerra na Ucrânia. A queda de 25% nos preços dos veículos foi em função da melhora na oferta de componentes e redução de custos nas cadeias produtivas. 

No caso das exportações, os EUA continuaram como maior mercado catarinense lá fora, com 14,6% do total faturado, mas com retração de 18,6% no período. A China ficou em segundo lugar, com 12,9% do total e crescimento de 27% no trimestre. 

Destaques do NSC Total