Aproximar empresas tradicionais das de base tecnológica e a economia criativa do Estado para impulsionar negócios e melhorar a vida das pessoas. Esse é o desafio do Sebraelab, um espaço no estilo das empresas do Vale do Silício que ocupa o segundo andar do edifício do Sebrae/SC, no Parque Tecnológico Alfa, em Florianópolis. O lançamento do laboratório será sábado com o Festival Sebraelab. O objetivo é apresentar o novo hub da economia criativa de SC.

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Segundo Mariana Grapeggia, gerente da unidade de Empreendedorismo e Inovação da instituição no Estado, a criação de laboratórios é uma estratégia nacional do Sebrae para incentivar a interação dos setores tradicionais com a tecnologia. O foco no setor de criatividade é uma iniciativa do Sebrae/SC, considerando o que já acontece no Estado e no grande potencial ainda inexplorado nessa área. Esse é o quarto dos 18 laboratórios que o Sebrae está abrindo no Brasil. A maioria optou por incubadora empresarial, o que já tem em SC.

Entre as cidades que podem avançar mais na economia criativa está Florianópolis, que já conta com atividades nessa área envolvendo tecnologia, educação, cultura, comunicação, moda, música, audiovisual, esporte e outras áreas. O laboratório pode sediar eventos, encontros empresariais de negócios e outras ações. O festival de sábado, que abre às 9h, será uma mostra da diversidade da economia criativa. Serão realizadas 43 atividades. Entre as palestras, o superintendente da Fundação Certi, José Eduardo Fiates, falará sobre ecossistemas de inovação, Celso Atayde, criador da Central Única de Favelas, abordará os desafios das comunidades  e Priscilla Gama, criadora de aplicativo para segurança de moradoras de rua do Rio de Janeiro fará palestra sobre essa solução digitial.

 

BRF e “brinquedinhos”

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Uma declaração do ex-presidente do conselho de administração da BRF, Abilio Diniz, publicada sábado pelo jornal O Estado de São Paulo, gerou duras críticas nas redes sociais nos últimos dias, especialmente de pessoas que atuam no agronegócio catarinense. Questionado pela reportagem sobre o que faria após deixar o comando da BRF, Abilio disse: “Vou arrumar outros brinquedinhos”.

Comparar um dos maiores grupos mundiais produtores de carnes – alimento essencial para muitos brasileiros e estrangeiros – com “brinquedinhos” é muita falta de sensibilidade com o próximo, com o emprego de mais de 100 mil pessoas e com a economia brasileira. Boa parte da crise enfrentada pelo setor de carnes hoje, que pode resultar na perda de 45 mil postos de trabalho, poderia ter sido evitada se a gestão de executivos da BRF, sob o comando de Abilio, fosse rígida com as regras internacionais de sanidade. Muitas empresas não podem ser “brinquedinhos” e nesse grupo está a BRF, dona da Sadia e Perdigão.

 

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