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    Imóveis em alta

    Setor imobiliário enfrenta pressão inflacionária em várias frentes; entenda

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    Por Estela Benetti
    07/10/2020 - 15h30 - Atualizada em: 07/10/2020 - 16h39
    Mercado imobiliário enfrenta alta generalizada de cus
    Mercado imobiliário enfrenta alta generalizada de custos (Foto: Banco de dados, NSC)

    Os preços que envolvem o setor imobiliário têm subido desde o início da pandemia e, para alguns segmentos, a situação é mais crítica. Pesquisas confirmam aumentos de preços de materiais de construção, índice que reajusta aluguéis sobre mais do que a inflação e o preço do metro quadrado de imóveis prontos está em alta. 

    Por enquanto, não existem sinais de recuo desses custos. As causas principais são a maior demanda por materiais para construção e reformas em função da pandemia, juros baixos que incentivam aquisições de imóveis e preços de insumos industriais pressionados pelo dólar elevam o principal índice de reajuste do setor de locação de imóveis, o IGP-M.

    Florianópolis tem a terceira maior alta em preços de imóveis no ano

    Quem está construindo ou reformando, enfrenta alta generalizada de preços de materiais de construção desde o início da pandemia. Há casos com aumento acumulado perto de 50% e, além disso, as entregas de materiais estão demorando mais. A realidade para o consumidor parece mais difícil do que mostra a média dos indicadores do setor. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC), calculado pela FGV, subiu 0,72% em setembro e 4,59% nos últimos 12 meses. O Índice da Construção Civil (Sinapi), apurado pelo IBGE, teve alta de 0,88% em setembro e de 3,785 no acumulado de 12 meses.

    Os reajustes dos aluguéis também se tornaram uma dor de cabeça. Enquanto a pandemia tem levado muitos inquilinos a não conceder reajuste ou até dar desconto porque boa parte das famílias perdeu renda, o principal índice de reajuste dos contratos do setor, o IGP-M, teve alta de 4,34%. No acumulado dos últimos 12 meses, subiu 17,94%, muito acima da inflação que teve alta acumulada de 2,9% no mesmo período.

    E o preço médio dos imóveis para venda também subiu. Em Florianópolis, uma das cidades com imóveis mais caros no Brasil, o índice FipeZap, elaborado com base em preços de imóveis para vendas, registrou alta de 0,1% em setembro e preço médio de R$ 7.285 por metro quadrado. No ano, o custo dos imóveis aumentou 5,10%, a terceira maior variação no Brasil e, em 12 meses, subiu 5,99%.

    São desafios diferentes para cada consumidor ou empresa, mas os custos dos imóveis para morar ou para uso comercial, tanto para construção quanto para locação, estão mais elevados. Isso exige um maior planejamento de todos porque, embora a indústria da construção civil defenda mais importações, é um mercado que não tem condições de mudar de uma hora para outra.

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