O setor supermercadista brasileiro, diante da decisão de políticos de propor redução da jornada de trabalho 6X1, decidiu sugerir também a criação do contrato por hora de trabalho no Brasil. A informação foi destacada pelo presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Alexandre Simioni, durante evento de premiação do setor em Santa Catarina, na noite desta quarta-feira, em Florianópolis.
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– Nós tivemos uma assembleia da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), segunda-feira (27), em São Paulo. Decidimos defender ideia única: aceitar a escala 5X2 sem mexer na carga horária de 44 horas semanais e criar o contrato de horista – afirma Alexandre Simioni.
O empresário explica que o contrato de horista vai permitir a qualquer pessoa trabalhar o horário que quiser e no dia que quiser. Essa flexibilização vai ajudar o setor supermercadista. Seria mais uma alternativa aos contratos convencionais, da maioria dos trabalhadores, e também ao contrato intermitente, que já funciona no Brasil.
– Hoje, um trabalhador por aplicativo não tem carteira assinada. Se ele trabalhar também como horista, terá carteira assinada com todos os benefícios. Jovens também poderão trabalhar duas horas por dia ou só em fim de semana.
Simioni informa que a Abras está fazendo um texto que enviará para o Congresso Nacional para que a proposta evolua. A expectativa é de que a flexibilidade do trabalho por hora será bom para empregadores e trabalhadores.
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Inflação da guerra no Oriente Médio
O presidente da Acats também falou dos impactos da guerra no Oriente Médio em preços do setor. Como era esperado, o conflito elevou preços dos combustíveis e também pressionou outros preços no Brasil, em especial de derivados de petróleo.
Nos meses de fevereiro e março o setor supermercadista enfrentou pequenos reajustes em função do frete. Além disso, produtos de plástico, um derivado do petróleo, ficaram mais caros. As sacolinhas, por exemplo, tiveram aumento de 60% a 70%. E os fretes, que impactam em diversos preços, subiram 8%, o que impacta nos custos finais dos produtos.
Mas o empresário acredita que, como o poder de compra do consumidor está baixo, não há pressão de alta de consumo no setor, esses preços vão cair quando a guerra passar e o preço do combustível também retroceder.

