O setor privado espera que o governo americano de Donald Trump anuncie novas tarifas para produtos brasileiros nesta semana, como anunciou para o dia 15 de julho, ou mais adiante. O plano é taxa de 25% em função da Seção 301 para comércio prejudicial aos EUA, e mais 12,5% por importar de quem fabrica com trabalho forçado.

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O setor privado segue fazendo pressão contra a nova taxa. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), juntamente com a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) e a U.S. Chamber of Commerce (Câmara de Comércio dos EUA) divulgaram carta conjunta para propor aos governos brasileiro e americano uma negociação estruturada em duas etapas, para evitar a taxação adicional a produtos brasileiros.

Existe a recomendação de profissionais do departamento de comércio dos EUA para que essas medidas sejam adotadas, mas a decisão final será do presidente Donald Trump. Ele poderá optar por adotar antes ou depois da eleição brasileira, que é em outubro. Conforme a decisão, pode favorecer uma ou outra candidatura no Brasil.

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Mais de 4 mil produtos impactados pelo tarifaço dos EUA

Estudo da CNI apurou que mais de 4 mil produtos do Brasil exportados para os EUA podem enfrentar essas novas taxas que vão acumular alta de 37,5%. Essa nova taxação fará com que muitos produtos deixem de ser competitivos no mercado americano, forçando a busca por outros mercados.

Mas como a necessidade das empresas é de resultado independente de governo, em Santa Catarina os exportadores estão buscando novos mercados e alcançando resultados positivos. A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vem incentivando isso desde o tarifaço do Trump de 2025 e muitas empresas estão alcançando resultados, como mostrou a balança comercial do primeiro semestre.

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– Os industriais estão convictos da necessidade de abrir novos mercados e vários estão tendo bons resultados como a balança comercial de Santa Catarina tem mostrado. Todos estão mantendo um volume de comércio com os Estados Unidos, mas cada vez menos dependente deles – afirma Maitê Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesc.

Veja os produtos de SC mais exportados aos EUA

Uso de inteligência de mercado para achar novos compradores

Para colaborar com exportadores nessa busca de novas oportunidades, ela informa que a Fiesc vem realizando estudos de inteligência comercial. Entre os mercados mais promissores estão a União Europeia e o Oriente Médio, embora, no momento, este sofra o impacto da guerra.  

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No primeiro semestre deste ano, SC obteve US$ 6,13 bilhões com as exportações, 4,3% mais que no mesmo período de 2025, apesar do tarifaço do Trump e da guerra no Oriente Médio. O êxito foi na busca de novos mercados