As tarifas de gás natural em Santa Catarina ficarão mais caras a partir da zero hora desta quarta-feira, primeiro de julho, prazo da revisão tarifária semestral da concessionária SCGÁS. A companhia informa que a alta média será de 12,5% com base no preço dos insumos nos últimos seis meses e, se não tivesse adotado medidas de mitigação, a alta poderia chegar a 30%.
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De acordo com a SCGÁS, o reajuste das tarifas de gás natural aconteceu com base em contexto de forte instabilidade no mercado internacional de energia. A causa principal foi a guerra no Oriente Médio, que impactou nos preços de combustíveis e geraram inflação no mundo todo.
A alta média para cada grupo de consumidor ficou assim: gás natural veicular, o GNV terá reajuste de 11,36%, o gás natural para indústrias vai subir 12,45%, para o consumo residencial a alta será de 10,69%, o consumo comercial terá aumento de 11,35% e os consumidores do mercado livre, alta de 8,58%.
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No período de dezembro de 2025 a maio de 2026, o preço do barril de petróleo Brent teve alta acumulada de 68%, elevando o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril. Essa alta também pressionou os preços de gás natural no mundo e no Brasil, porque 80% do custo do gás natural e do transporte está ligado à aquisição da molécula. Esses contratos são indexados ao petróleo, com preços em dólar.
– Uma série de medidas estratégicas adotadas pela SCGÁS ajudou a reduzir significativamente os efeitos desse cenário sobre os usuários. Sem elas, o impacto do reajuste nas tarifas finais aos usuários poderia chegar a aproximadamente 30%. Com a atuação da Companhia, o percentual foi reduzido para 12,5%. Além disso, é importante ressaltar que na margem de distribuição, onde temos gestão, os valores permanecem estáveis desde 2019, mantendo os investimentos na expansão da rede e na interiorização da oferta do gás natural – afirma Otmar Müller, presidente da SGCÁS.
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Diante das pressões de alta, a SCGÁS vem tralhando há anos em medidas para reduzir os reajustes. No caso desta revisão tarifária específica, a companhia revela que adotou mecanismos regulatórios disponíveis considerando cotações internacionais. Ao mesmo tempo, ampliou a contratação de gás no mercado de curto prazo, aproveitando oportunidades mais competitivas sempre que disponíveis.
Além disso, pressionou mais fornecedores como a Petrobras e a Galp para buscar alternativas para reduzir efeitos temporários dos preços internacionais. A Petrobras foi quem mais avançou nesse aspecto, ao adotar mecanismos de suavização que contribuíram para reduzir os impactos das oscilações do mercado sobre os consumidores.
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A compra de gás em melhores condições também ajudou. Entre janeiro e maio de 2026, isso foi possível alcançar uma redução de custos da ordem de R$ 4,2 milhões. Assim, essas medidas contribuíram para reduzir em aproximadamente 11% o saldo da conta gráfica regulatória até maio de 2026.
De acordo com a empresa, o conjunto de ações permitiu que o custo da molécula, que poderia ter alcançado alta de 35,4%, ficou em 13,9%, o que é relevante para o mercado cativo, observa a SCGÁS.
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– Os resultados dessa estratégia já podem ser observados. Mesmo após este reajuste de julho de 2026, o custo do gás natural e do transporte para o mercado cativo catarinense permanece cerca de 29% inferior ao registrado no segundo semestre de 2022 – informou a SCGÁS em nota no seu site.

