A vida pode ser com saúde até 100 anos se as pessoas adotarem hábitos saudáveis já conhecido pelo mundo, em especial em cinco regiões chamadas Zonas Azuis. Grupo de renomados especialistas brasileiros decidiu compartilha conhecimentos sobre isso no livro “Viva saudável até os 100 anos – O que a ciência aprendeu com as zonas azuis”, da editora Manole, lançamento em Florianópolis quinta-feira (09), no HubMed do centro empresarial MED401. (Veja lista de conselhos também no final desta matéria).
Continua depois da publicidade
Dos coautores do livro, os dois organizadores da obra, a nutricionista Adriana Treiger Kachani e o médico psiquiatra Marcus Vinicius Zanetti, mais a psicóloga e empresária Fernanda Bornhausen e a nutricionista, professora e escritora Sonia Tucunduva Philippi participaram do lançamento.
Veja imagens do evento de lançamento do livro em Florianópolis:
Continua depois da publicidade
Lições das Zonas Azuis
Adriana Kachani destacou a importância dos hábitos saudáveis com base nos conhecimentos das Zonas Azuis – Loma Linda (EUA), Nicoya (Costa Rica), Sardenha (Itália), Icária (Grécia) e Okinawa (Japão), que ela sintetiza no primeiro capítulo do livro. Ela afirma que entender os benefícios de hábitos das Zonas Azuis, monitorar e incluir na saúde pública pode ser a chave para estender a expectativa de vida em escala mundial.
Continua depois da publicidade
O médico Marcus Zanetti, que vive em São Paulo, comentou sobre a qualidade de vida em Florianópolis, melhor do que a média das capitais brasileiras. No capítulo que escreveu, intitulado “A Medicina do Estilo de Vida”, um dos destaques é o “Expossoma” o ambiente como fator relevante do envelhecimento. Isso inclui não só a genética, mas o clima, uso da água, ar e solo onde a pessoa vive.
A catarinense Fernanda Bornhausen, no capítulo “Cultive o Pertencimento”, destacou a importância de as pessoas terem redes de relacionamento.
Continua depois da publicidade
Ter rede de amigos
– Eu abordo no livro o que mais acredito que leva as pessoas a uma longevidade com saúde: uma rede de relacionamentos, de apoio, de amigos, de comunidade. Sabe aquela pessoa que não tem ninguém para chamar no meio da noite? Todo mundo tem que ter pelo menos três pessoas para tudo na vida. O pertencimento é isso, é o que acredito, o que eu pratico, faço no clube SEDO (voltado ao bem-estar).
Fernanda Bornhausen afirma que é importante criar uma comunidade com os mesmos valores, os mesmos propósitos, que se apoia mutuamente. Isso porque, lembra ela, “a solidão mata mais do que fumar 15 cigarros por dia”.
Continua depois da publicidade
Alimentação: regra dos 80%
A nutricionista Sonia Philippi escreveu sobre a Regra dos 80%. É uma recomendação sobre a importância de a pessoa não se alimentar até ficar 100% satisfeita, mas até 80%, dando uma folga para o metabolismo. Ela diz que é seguidora dessa prática e de outras voltadas à longevidade, como ter paixão por tudo o que faz e praticar ginástica num clube, junto com amigas.
– O capítulo que trata dos 80% fala muito da disciplina que você tem que ter ao comer. Isso parte desde as suas compras, as suas escolhas alimentares, o modo de preparo. E aí, quando esse alimento está à mesa, toda uma consciência que a pessoa deve procurar, não só a consciência corporal, mas a consciência mental de comer mastigando com atenção plena e parar antes de estar totalmente saciada – explica Sonia Philippi.
Continua depois da publicidade
Reserva com leite materno
Um dos pontos altos da roda de conversa sobre longevidade após o lançamento do livro na noite de quinta-feira, foi a importância de procurar fazer reserva biológica de qualidade de vida. O leite materno ao bebê é a principal reserva de saúde e longevidade para as pessoas, destacou a médica neonatologista e diretora do Hospital Baía Sul Mulher, Leila Cezário Pereira.
De acordo com a especialista, a recomendação é a criança ser amamentada até dois anos com leite materno. Nesse período, até os seis meses, o recomendável é receber exclusivamente leite materno e, depois, até dois anos, incluir também alimentação mista.
Continua depois da publicidade
Veja mais conselhos desses autores no livro:
-Adriana Kachani cita nove princípios presentes nas Zonas Azuis: mova-se naturalmente, coneça seu propósito, desacelere, regra dos 80%, priorize vegetais, beba com moderação, cultive o pertencimento, priorize a família e cultive a espiritualidade.
-Fernanda Bornhausen escreve sobre a importância da vida em comunidade. Informa que dados sobe Zonas Azuis apontam que pessoas que pertencem a uma comunidade espiritual e se envolvem em práticas sociais podem viver de quatro a 14 anos mais que a média. Comunidades que estimulam a saúde social podem ser criadas sem novos investimentos.
Continua depois da publicidade
-Marcus Zanetti escreve sobre a Medicina do Estilo de Vida com uma abordagem histórica, citando também os nove princípios das Zonas Azuis. Ele conclui que são conhecimentos complementares para ter mais saúde e vida mais longa.
-Sonia Philippi ensina que é preciso comer com consciência, propósito, prazer e parcimônia. Diz que a regra do 80% é possível ser seguida no Brasil com base na pirâmide alimentar recomendada em 2024.
Continua depois da publicidade







