Multinacional de Joinville que atua na produção de blocos e cabeçotes de motores ao mercado mundial, a Tupy anuncia a conclusão da aquisição da MWM do Brasil por R$ 855 milhões. Com esse negócio, diversifica a produção e mercados ao ingressar na fabricação de motores para terceiros, o que inclui serviços de usinagem, montagem e engenharia, com oportunidades para avançar em descarbonização com esses equipamentos.

Continua depois da publicidade

Com mais essa aquisição, a Tupy dá mais um salto no crescimento, passando a ter receita líquida anual em torno de R$ 13 bilhões. A empresa já vem crescendo acima da média este ano por conta da aquisição de unidades da Teksid ano passado no Brasil e Europa. No terceiro trimestre deste ano alcançou receita de R$ 2,7 bilhões, praticamente igual ao obtido pela MWM Brasil em todo o ano passado.

As duas companhias informaram que o negócio está alinhado com suas estratégias de crescimento e avanço em descarbonização. A MWM, que pertencia à americana Navistar, produz motores a terceiros, o que inclui usinagem, montagem, calibração, validação técnica e serviços de engenharia.

-Juntas, MWM e Tupy tornam-se uma companhia singular no mercado, que reúne em um só fornecedor serviços de fundição, usinagem, montagem, validação técnica e atividades de engenharia associadas. Estamos nos unindo a uma empresa com grande capital intelectual e tecnológico, formada por líderes experientes, cultura empreendedora e que possui elevada credibilidade técnica na indústria – afirma Fernando Cestari de Rizzo, CEO da Tupy.

Ao incorporar a MWM, a Tupy entra no mercado de geração de energia e descarbonização. Vai fornecer grupos geradores de energia para agronegócio e outros setores. Nesse segmento, poderá adaptar geradores e veículos comerciais para uso de biogás, biometano, biodiesel, gás natural e hidrogênio.

Continua depois da publicidade

Segundo o CEO da MWM, José Eduardo Luzzi, o uso de biogás e biometano para geração de energia e como combustível para caminhões, ônibus e tratores é a principal rota para a descarbonização da agroindústria brasileira que produz proteínas, laticínios, açúcar e etanol.

– A produção de biogás no País é inerente ao tamanho do agronegócio brasileiro. Ele também será utilizado, em grande medida, como combustível para a produção de eletricidade em propriedades rurais através de geradores elétricos desenvolvidos e fabricados pela MWM – disse Luzzi.

Com fábrica em São Paulo e centro de distribuição de peças em Jundiaí (SP), a MWM produz motores e  grupos geradores diesel com capacidades de 10 a 1.250 kVA em 50 e 60 Hz e com geradores a gás natural, que vão de 80 a 477 kVA em 50 a 60 Hz. Fornece principalmente para o mercado do Mercosul, mas exporta para mais de 45 países.

Destaques do NSC Total