Com o início do ano, os turistas do exterior começam a chegar em maior número no Estado. A expectativa é de que cerca de 1,5 milhão de estrangeiros visitem Santa Catarina neste verão. O maior número virá via ponte de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, onde deverão chegar cerca de 2 milhões de visitantes que acessarão praias do RS e SC, prevê o consulado argentino daquela região. Pela fronteira catarinense, em Dionísio Cerqueira e Paraíso, devem entrar em torno de 250 mil. Mas a falta de infraestrutura básica de serviços para esses visitantes nos postos de fronteira é preocupante, alerta o presidente da Santur, a empresa de promoção turística de Santa Catarina, Valdir Walendowsky.

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Segundo ele, falta um serviço receptivo de qualidade com uma boa lanchonete, banheiros adequados e fraldário para atender as famílias. Essa carência ocorre tanto nos principais acessos do Rio Grande do Sul, que são Uruguaiana e São Borja, quanto nos dois de SC. Conforme Walendowsky, as regiões de aduanas são propriedades federais e a União é que deveria promover essa infraestrutura. Se não tem recursos, poderia fazer uma concessão privada.

— Se tivéssemos bons serviços na porta de entrada do nosso país, receberíamos pelo menos 10% a mais de visitantes — estima ele que esteve em Uruguaiana dias atrás para conhecer a situação.

Além disso, o turista que vem de automóvel também enfrenta rodovias precárias, sem duplicação, nos dois Estados. O ideal seria que a BR-282 fosse duplicada de Leste a Oeste de SC, e que o RS também tivesse estrada duplicada até Uruguaiana. Estradas duplicadas são mais seguras e impulsionariam o turismo, avalia o presidente da Santur que alerta sobre a necessidade, também, de uma estrada duplicada até Buenos Aires no futuro.

Falta ao governo federal buscar uma solução rápida, especialmente ao problema de fronteira. Se não conseguir, pode fazer parceria com Estados, municípios ou setor privado. O que não pode é não ter serviços.

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Embratur alerta

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, reconhece que o Brasil tem problemas no serviço de recepção nas fronteiras. Segundo ele, a própria Embratur faz campanhas de orientação aos turistas na Argentina, com anúncios em jornais e junto ao trade do país vizinho alertando que a infraestrutura da fronteira fica sobrecarregada nesta época do ano. Lummertz observa que tanto para a temporada passada quanto para esta, a Embratur esteve com a diretoria da Polícia Federal para pedir a ampliação no número de agentes na fronteira. A última reunião foi com o diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia.

Problema de fundo

O problema de falta de infraestrutura para recepção está ligado à manutenção de barreiras para o acesso de pessoas entre os países do Mercosul, avalia Vinicius Lummertz.

— O problema de fundo é que o Mercosul pouco avançou na liberação do fluxo de pessoas, diferentemente da União Europeia, onde o fluxo foi liberalizado, inclusive no quesito de liberdade de trabalhar — explica o presidente da Santur, Vinicius Lummertz.

Segundo ele, com o apoio da Polícia Federal, o problema é atenuado, mas para atender o pico de janeiro seria necessário a evolução da infraestrutura e avanços na normatização, com simplificação.

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Reeleição

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), que reúne produtores independentes do Estado (não integrados) realizou eleição para a diretoria executiva que comandará a entidade para os próximos quatro anos. O atual presidente, Losivanio de Lorenzi, foi reeleito. A posse será dia 12, às 19h, com palestra do governador Raimundo Colombo no Centro de Eventos de Concórdia.

Correção

A gerente de Marketing e Comunicação da Mexichen, controladora da marca Amanco, é Patricia Barreros. Dia 28, em nota sobre incentivos da Amanco para realização de cursos no Senai, saiu errado o sobrenome dela aqui na coluna.