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Unimed Grande Florianópolis adota gestão técnica e volta a crescer

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Por Estela Benetti
26/04/2019 - 07h01 - Atualizada em: 26/04/2019 - 10h27
Richard Oliveira, CEO da Unimed Grande Florianópolis
Richard Oliveira, CEO da Unimed Grande Florianópolis. Unimed/Divulgação

Após enfrentar crise econômica e de credibilidade, com fase mais difícil em 2015, a Unimed Grande Florianópolis conseguiu ajustar as contas e voltar a crescer. A cúpula da cooperativa médica, que tem à frente o cardiologista Théo Fernando Bub, escolheu o executivo Richard Oliveira, com passagem na consultoria Ernest Young e GP Investimentos, para ser o CEO e liderar uma gestão técnica. Ele adotou medidas como a demissão de 700 pessoas das 1.800 da área administrativa, renegociou dívidas e ajustou contratos. O resultado é uma organização com finanças em equilíbrio, ampliando o número de vidas seguradas. Apesar disso, Oliveira informa que o Hospital da Unimed, em São José, continua à venda.

Desinvestimento

Um dos focos do trabalho do CEO Richard Oliveira, para levar a cooperativa de volta ao equilíbrio financeiro, foi o desinvestimento. Foram fechadas as unidades de atendimento da Trindade e Rio Branco em Florianópolis e do pronto atendimento do Kobrasol. O hospital dava prejuízo na operação. Hoje empata, mas tem um serviço de dívida muito elevado ainda, observa Oliveira. Segundo ele, em outubro de 2015 a cooperativa tinha dívida total de R$ 155 milhões. Hoje está com R$ 66 milhões e segue reduzindo. Pode fechar este ano com R$ 40 milhões.

Contratos bem feitos

O equilíbrio dos contratos também foi priorizado pela Unimed Florianópolis nessa gestão técnica. Aqueles que davam prejuízo, feitos com interesses políticos e sem cálculo atuarial, foram encerrados. A cooperativa médica tinha 230 mil vidas seguradas, caiu para 160 mil e agora está com 192 mil. O faturamento, que estava em pouco mais de R$ 600 milhões, chegou a R$ 912 milhões no ano passado e cresce mais este ano. O número de médicos cooperados também avançou. Na fase mais forte da crise, eram 1.490. Agora são 1.680. Mesmo assim, eventualmente há falta de especialista. Quando isso ocorre, é buscada uma solução.

Outro investimento que está sendo feito pela nova gestão é no uso de tecnologia para unificar as informações dos pacientes e, assim, melhorar o compartilhamento de dados, especialmente de exames de pacientes entre os médicos cooperados. Com decisões técnicas, a organização vem melhorando a sua performance.

- A Unimed Grande Florianópolis é primeira do Brasil que tem um diretor de mercado dentro da diretoria executiva e um comitê técnico dentro do conselho de administração – observa o CEO Richard Oliveira, que é catarinense de Blumenau.

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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