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    Entrevista

    “Vamos aproximar empresas e Forças Armadas”, afirma organizador da SC Expo Defense

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    Por Estela Benetti
    26/09/2019 - 03h45
    Cesar Augusto Olsen (Foto: Fernando Willadino / Divulgação)

    São esperadas cerca de 60 mil pessoas para a primeira edição da SC Expo Defense, feira que abre nesta sexta-feira (27) e vai até domingo (29) na Base Aérea de Florianópolis com o objetivo de expor produtos de interesse das Forças Armadas. Só em 2018, contratos das Forças somaram R$ 17,5 bilhões no país.

    A iniciativa é da Federação das Indústrias (Fiesc), que fará a sua reunião de diretoria desta sexta no local e o ministro da Defesa, general Fernando Silva, vai participar da abertura às 10h. Organizador da mostra, o industrial Cesar Olsen fala sobre a importância dessa aproximação.

    Por que a realização da SC Expo Defense?

    O nosso Comitê da Indústria de Defesa de Santa Catarina (Comdefesa), constituído na Fiesc, vem fazendo uma aproximação com as instituições militares para conhecer suas demandas e poder atendê-las na medida do possível. Fazemos essa aproximação com visão de negócios futuros. A feira é uma grande vitrine. O plano é realizar essa mostra a cada dois anos.

    Qual é o público esperado?

    Será um público seleto que vai tratar de negócios. Vamos aproximar empresas e Forças Armadas. Os adidos militares de outros países foram convidados para visitar a Expo e empresários que não estão expondo também virão. Esperamos cerca de 60 mil pessoas. Nos dois primeiros dias o foco será em negócios e no domingo haverá o evento Portões Abertos da Base Aérea, quando o público poderá visitar a mostra.

    Que setores vão expor?

    Estarão lá produtos dos setores de metalurgia, mecânica, tecnologia da informação e comunicação, compósitos, equipamentos de saúde, alimentos, laboratórios de pesquisa de universidades e outros. As três Forças têm claro que pretendem diminuir ao máximo as importações e adquirir de empresas locais.

    O que as Forças Armadas brasileiras compram?

    Eles compram muitos produtos. Avião, fardas, boinas, alimentação, roupas de cama, ar condicionado, geladeira... Até pequenas empresas podem ser fornecedoras. A Base Aérea, por exemplo, compra pão e carne todo dia. Entre os produtos feitos no Estado estão cerâmica balística, tintas especiais, malhas não perceptíveis com infravermelho e itens de tecnologia. Já temos sete empresas catarinenses credenciadas a fornecer às Forças Armadas. A Olsen, de Palhoça (fundada pelo empresário), fornece um equipamento odontológico portátil para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

    As limitações de orçamento do governo podem prejudicar os negócios?

    Estão confundindo corte com contingenciamento. O que está ocorrendo é uma postergação. Os projetos das Forças Armadas estão contemplados. São feitos ajustes às situações econômicas. Quando a situação da receita melhora, os negócios podem acontecer. Mas, na minha opinião, alguns projetos estão atrasados.

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