Câmara de Blumenau será mais diversa, mas com quase um partido para cada vereador

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Ao menos sete nomes novos ocuparão cadeiras do Legislativo (Foto: Lucas Prudêncio, Divulgação)

O resultado da eleição em Blumenau transformará a Câmara de Vereadores em um ambiente mais diverso. Pela primeira vez na história, haverá duas mulheres com assento no Legislativo. O candidato mais votado é um parlamentar homossexual: Bruno Cunha (Cidadania). Houve renovação de sete das oito cadeiras, trazendo rostos novos para a política local — uma oitava cadeira ainda está sub júdice.

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Mas em um aspecto a diversidade passou do ponto: a partidária. São 13 legendas com representação na Casa, que tem 15 cadeiras. É quase um partido para cada vereador. Só Podemos e Novo conseguiram garantir duas cadeiras. A atual maior bancada, a do PSDB, derreteu para apenas um.

Esse fenômeno vem sendo observado eleição após eleição. Em 2008, seis siglas haviam conquistado lugar no Legislativo municipal. Em 2012, nove. Quatro anos mais tarde, já eram dez.

Agora, com 13 grupos políticos diferentes a influenciar os rumos do município, o futuro prefeito terá de negociar quase que individualmente, vereador por vereador, na hora de montar uma coalizão para governar.

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Cláusula de desempenho

Esta foi a primeira eleição municipal sem coligações para o cargo de vereador. Cada legenda trabalhou apenas para si. Por causa disso, nomes com maior densidade eleitoral espalharam-se pelos partidos tentando garantir uma cadeira.

Porém, um processo inverso deve começar a ocorrer a partir do ano que vem. Isso porque, além do fim das coligações proporcionais, a última reforma política estabeleceu a cláusula de desempenho. Ela estabelece que perdem direito aos fundos partidário e eleitoral, além de espaço na TV e no rádio, os partidos que não conseguirem 2% dos votos para a Câmara Federal, distribuídos em nove estados. Esse percentual subirá para 2,5% em 2026 e 3% em 2030.

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Espera-se, no entanto, que os efeitos das restrições sejam sentidos antes mesmo da próxima eleição. Pela sobrevivência, partidos menores devem fundir-se, unindo quem hoje está separado.

Enquanto isso, o eleitor de Blumenau terá de acostumar-se à sopa de letrinhas na Câmara.