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    Cardápio extenso

    Número de candidatos a prefeito de Blumenau será recorde nas Eleições 2020

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    Por Evandro de Assis
    08/09/2020 - 11h03 - Atualizada em: 08/09/2020 - 11h04
    Eleitor terá um cardápio de opções inédito em Blumenau
    Eleitor terá um cardápio de opções inédito em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues)

    Blumenau terá ao menos nove candidatos a prefeito nas Eleições 2020. Será o maior cardápio de opções já oferecido ao eleitor blumenauense — o recorde anterior, de sete candidaturas, é de 1988. Quatro anos atrás, foram apenas cinco.

    O atual processo eleitoral modificou em parte um roteiro manjado. No início do ano, todo partido, não importa o número de filiados ou a popularidade de suas lideranças, garante que vai ter candidato a prefeito em Blumenau. Com a aproximação da campanha, a convicção no projeto próprio era facilmente abandonada em nome de uma aliança.

    Desta vez é diferente. Em janeiro, 17 legendas manifestaram a intenção de apresentar candidato. Porém, diferente de anos anteriores, a uma semana do fim das convenções, ainda há 12 nomes dispostos a concorrer. Cinco já estão confirmados pelas legendas e outros sete aguardam oficialização.

    Candidatos oficializados

    Odair Tramontin (Novo)

    João Paulo Kleinübing (DEM)

    Wanderlei Laureth (Avante)

    Ricardo Alba (PSL)

    Débora França Arenhart (Cidadania)

    Pré-candidatos

    Ana Paula Lima (PT)

    Georgia Faust (PSOL)

    Ivan Naatz (PL)

    Jairo Santos (PRTB)

    João Natel (PDT)

    Mário Hildebrandt (Podemos)

    Mário Kato (PCdoB)

    Recorde

    Mudanças no ambiente político explicam a variedade de opções ao eleitor blumenauense. A mais impactante é o fim das coligações partidárias na eleição para a Câmara de Vereadores. Os partidos podem coligar-se para disputar o Executivo, não mais para o Legislativo.

    O apoio na eleição para prefeito deixou de ser moeda de troca. Pelo contrário, os partidos apostam que o espaço reservado à candidatura ao Executivo na propaganda de rádio e televisão pode contribuir para atrair votos à legenda.

    O cada um por si também é reflexo do tsunami bolsonarista de dois anos atrás, que minou parte do poder dos partidos tradicionais, e da incerteza no governo estadual, com o processo de impeachment contra Carlos Moisés (PSL).

    Segundo turno

    Em 2020, o afunilamento das coligações ocorrerá via urna, no dia 15 de novembro. Somente no segundo turno os partidos devem agrupar-se em alianças maiores, que definirão em contornos gerais quem será governo e oposição a partir do próximo ano.

    O problema é prever quem serão os líderes dessas duas frentes políticas. Com tantas candidaturas, a diferença de votos entre o segundo e o terceiro colocados pode ser mínima. A margem para surpresas nunca foi tão grande.

    Num cenário assim, vale a pena correr o risco de expor-se à avaliação do eleitor.

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