nsc
    nsc

    Pesquisa

    Desinteresse do eleitor e pandemia de Covid-19 favorecem candidatos mais conhecidos à prefeitura de Blumenau

    Compartilhe

    Evandro
    Por Evandro de Assis
    07/07/2020 - 09h55
    Dos 800 entrevistados, 57,4% estão pouco ou nada interessados na disputa
    Dos 800 entrevistados, 57,4% estão pouco ou nada interessados na disputa (Foto: Patrick Rodrigues)

    Dentre os temas abordados pela pesquisa Focus, produzida pela Furb com exclusividade para o Santa, salta aos olhos a indiferença da maioria dos blumenauenses para com a eleição municipal. Dos 800 entrevistados, 57,4% estão pouco ou nada interessados na disputa e 74,2% dizem estar pouco ou nada informados sobre o assunto.

    Com uma pandemia de coronavírus entre o alheamento de agora e o voto em novembro (imagine se não fosse adiado!), aumentam as chances de candidatos já conhecidos do eleitor.

    > Quer receber notícias de Blumenau e do Vale por WhatsApp? Clique aqui e entre no grupo do Santa

    Será uma campanha eleitoral sui generis, com poucos encontros presenciais e muito conteúdo em redes sociais. Enquanto não começar o horário eleitoral em rádio e TV, o eleitor que preferir ignorar o processo eleitoral não terá dificuldades.

    Na corrida à prefeitura de Blumenau, têm vantagem quem usufrui ou já usufruiu da visibilidade do cargo: Mário Hildebrandt (Podemos), que tentará a reeleição, e o ex-prefeito João Paulo Kleinübing (DEM), caso confirme candidatura.

    Quem já disputou a prefeitura, como o deputado estadual Ivan Naatz (PL) — três vezes — e a ex-deputada Ana Paula Lima (PT), também atalham parte do caminho. Ricardo Alba (PSL), em primeiro mandato na Assembleia Legislativa, e Arnaldo Zimmermann (PSB), que concorreu em 2016, podem beneficiar-se de alguma memória eleitoral.

    Para novos rostos na política municipal, como Odair Tramontin (Novo) e João Natel (PDT), o desafio é imenso. São apenas quatro meses para apresentar-se e indicar um rumo para Blumenau que convença o eleitor.

    Prioridades do eleitor

    Desta vez, o blumenauense diz priorizar questões que tradicionalmente aparecem em levantamentos pré-eleitorais: educação, geração de empregos e saúde. Segurança pública e combate à corrupção, que pautaram a eleição nacional de dois anos atrás, perderam interesse.

    Para a "nova política", no entanto, a pesquisa da Furb traz outro dado, que pode representar esperança. Um total de 83,6% dos entrevistados estão pessimistas com a eleição. O desencanto com a política, fenômeno que elegeu um incógnito Carlos Moisés em 2018, ainda torna o cenário imprevisível.

    Deixe seu comentário:

    Últimas do colunista

    Loading...

    Mais colunistas

      Mais colunistas