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    Eleição em Blumenau promete ao menos seis candidaturas

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    Por Evandro de Assis
    27/06/2020 - 11h53
    Concorrência tende a ser maior entre candidatos à direita. (Foto: Nelson Jr, Divulgação)
    Concorrência tende a ser maior entre candidatos à direita. (Foto: Nelson Jr, Divulgação)

    Desenha-se no horizonte de Blumenau a eleição com o maior número de candidatos a prefeito da história recente. Há pelo menos oito chapas em negociação e é considerável a chance de que seis apareçam na urna, no mínimo.

    Explicam a fragmentação o enfraquecimento dos partidos com o maior número de filiados na cidade e a dificuldade das forças à direita do espectro político de conciliar diferentes projetos.

    É sintomático que o eleitor possa vir a encontrar rostos repetidos em relação à disputa de 2016, como Ivan Naatz (antes no PDT, agora no PL) e Arnaldo Zimmermann (do PCdoB para o PSB), enquanto quatro dos cinco partidos que lideraram chapas quatro anos atrás agora exerçam papel coadjuvante: PSD, PSDB, PT e PCdoB. "Voto na pessoa, e não no partido" soa familiar?

    Se o ex-reitor da Furb João Natel for o candidato da frente de esquerda, com Ana Paula Lima (PT) de vice, só o PDT participará de dois pleitos consecutivos. Neste campo ideológico, poderá ter a concorrência de Zimmermann. Talvez nem isso.

    À direita, o prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) enfrentará dura concorrência na tentativa de reeleição. O ex-prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) praticamente selou dobradinha com o empresário Ronaldo Baumgarten Jr. (PSD) de vice. O Partido Novo virá com Odair Tramontin e, da Assembleia Legislativa, podem sair duas candidaturas barulhentas.

    Ivan Naatz participaria do pleito para dar musculatura ao projeto do senador Jorginho Melo (PL) em 2022, enquanto Ricardo Alba (PSL) representa o grupo político de Carlos Moisés — se o governador desembarcar do PSL, esse quadro pode mudar.

    São cinco nomes para dividir o mesmo grupo de eleitores (o mais numeroso, a julgar pelas últimas votações em Blumenau). Por fora, correm candidaturas isoladas, como a de Wanderlei Laureth (Avante).

    Esta será a primeira eleição sem coligações para o Legislativo. É cada partido por si. A maioria está priorizando a nominata de vereadores em detrimento das negociações sobre o Executivo. Outros entendem que, na nova regra, já não vale a pena montar uma aliança.

    Em 2004, Blumenau teve seis candidatos a prefeito. Em 1988, sete. Em ambas as disputas não havia previsão legal de segundo turno. Agora há. E nele só cabem duas chapas.

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