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Deputado do Novo em SC diz que apoio do partido ao impeachment de Bolsonaro não passa de “um tuíte”

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Por Evandro de Assis
06/07/2021 - 07h49 - Atualizada em: 06/07/2021 - 10h16
Gilson Marques não se posicionará sobre o impeachment enquanto um processo não for aberto
Gilson Marques não se posicionará sobre o impeachment enquanto um processo não for aberto (Foto: Pablo Valadares, Divulgação)

Deputado federal eleito pelo Novo em Santa Catarina, Gilson Marques, não engrossa a defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) feita pela legenda nesta segunda-feira (6). Um comunicado do partido expôs a divisão da bancada federal. Três dos oito deputados eleitos pelo Novo manifestaram apoio ao impeachment. Marques integra o grupo de cinco que não se posicionaram claramente.

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— O novo fez um tuíte sobre o impeachment, um posicionamento que não é vinculante. Não houve votação — minimiza.

Para o deputado catarinense eleito por Pomerode, o assunto só deveria entrar na pauta do Novo e do Legislativo se o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), vier a aceitar um dos 124 pedidos de impeachment apresentados contra Bolsonaro. Para Marques, há outros temas à frente:

— Tem coisas que eu não controlo, como os pedidos de impeachment, que dependem do presidente da Câmara. Acho mais útil fazer escolhas sobre aquilo que eu controlo — analisou.

O Novo apresentou três motivos que sustentariam a abertura de uma investigação contra o presidente: “omissões e péssimas ações na gestão da pandemia, sobretudo no descaso com a aquisição de vacinas”; “Fortes indícios de prevaricação em denúncia de esquema de corrupção na compra do imunizante Covaxin”; e “Interferências na Polícia Federal, Ministério da Justiça e na ABIN”.

O deputado catarinense concorda que “existe fumaça” e que tem de ser investigada. Porém, alegou à coluna que só o pedido de impeachment apoiado pelo Novo tem 900 páginas. Marques diz não ter se aprofundado sobre questões técnicas e jurídicas da papelada e que não se manifestará antes da abertura de processo — entre outros motivos, porque quem o faz não pode ser relator do caso.

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