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Governo Bolsonaro descumpre promessa na BR-470 mesmo com R$ 115 milhões de SC

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Por Evandro de Assis
03/07/2022 - 09h00 - Atualizada em: 08/07/2022 - 20h20
Lotes 1 e 2 avançaram com o dinheiro estadual, mas não ficaram prontos no prazo
Lotes 1 e 2 avançaram com o dinheiro estadual, mas não ficaram prontos no prazo (Foto: Divulgação)

Ficou pelo caminho mais uma promessa do governo federal para a duplicação da BR-470. Terminou o primeiro semestre do ano e os lotes 1 e 2, entre Navegantes e Gaspar, seguem inacabados. Isso que o Ministério da Infraestrutura pôde contar, desde o ano passado, com R$ 115 milhões pagos pelo governo de Santa Catarina às empreiteiras, parte do convênio que prevê um total de R$ 300 milhões.

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O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) estabeleceu como meta concluir a duplicação da BR-470 até o fim de 2022. Para que isso de fato ocorresse, seria preciso entregar o trecho mais adiantado no primeiro semestre. A projeção foi repetida pelo ex-ministro Tarcísio Gomes de Freitas, em junho de 2021, durante visita a Florianópolis.

Em agosto, na audiência pública do Senado em que Brasília finalmente aceitou receber dinheiro estadual para as obras, Tarcísio reforçou a promessa de entregar o trecho litorâneo até o fim de junho. O tempo passou e, no início de 2022, o discurso oficial passou a citar somente a entrega do asfalto dentro desse prazo. Viadutos problemáticos, como o de Luiz Alves e o da BR-101, ficariam para mais tarde. Nem isso.

Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o lote 1 tem duplicados 11,4 dos 18,6 quilômetros de extensão. No cronograma financeiro, está 81% concluído. No lote 2, são 22,7 dos 26,6 quilômetros, com 86% de execução. Além dos viadutos, cinco trechos em que o solo ainda está sendo estabilizado atrasam o cronograma. Quando a terra parar de mexer, o lote 1 terá ao menos o asfalto pronto.

Brasília segura verba

Em 2022, o governo federal empenhou apenas R$ 9 milhões para a duplicação da BR-470, tudo gasto em desapropriações. Nem um centavo foi investido em obra propriamente dita. Um escárnio.

Com o investimento estadual, o governo Bolsonaro precisava de pouco para fazer história no Vale do Itajaí, concluindo a BR-470 em quatro anos. Terminará do mesmo jeito que os antecessores: descumprindo o que havia prometido.

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Resposta

Nesta segunda (4), o DNIT enviou nota em resposta à coluna. Reproduzo abaixo:

Em relação à matéria publicada em coluna do portal NSC Total, neste domingo (3), cabe esclarecer:

- Os recursos do governo do estado têm sido de grande importância para o avanço das obras de construção executadas pelo DNIT em Santa Catarina.

- Especificamente nos lotes 1 e 2 de duplicação da BR-470/SC, o trabalho segue dentro do ritmo esperado, considerando e respeitando as condicionantes geotécnicas da região para que o empreendimento seja entregue com a qualidade e segurança necessárias.

- No lote 1 das obras, os aterros sobre solos moles seguem monitorados até que a estabilização dos adensamentos permita a conclusão dos segmentos ainda não liberados. Assim, os viadutos do km 10, km 22, km 36, km 38 e km 42 devem ser concluídos até dezembro.

- Outro caminho crítico deste segmento era o viaduto do km 7, sobre a BR-101/SC, que está em execução em período noturno para reduzir os transtornos aos usuários. Ainda no Lote 1, os últimos viadutos em execução encontram-se no km 2 e no km 4, também construídos em região de baixa capacidade de suporte e com aterros controlados. Com a liberação das vias marginais, não haverá comprometimento do cronograma de duplicação deste segmento até o final de 2022. As obras de arte especiais mencionadas serão concluídas em 2023.

- O lote 2 das obras também conta com restrições em solos moles que impactam a conclusão dos viadutos no km 35 e no km 39. Entretanto, a liberação das demais estruturas permitirá a interligação do segmento, perfazendo 40 km duplicados e liberados até o fim de 2022 nos lotes 1 e 2 da BR-470/SC.

- Com os recursos da União, tem sido possível avançar com desapropriações, permitindo a liberação das novas frentes de serviço nos lotes 3 e 4 de duplicação da rodovia, especificamente na região de Blumenau e Indaial.​

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