Maria Regina de Souza Soar (PSDB) assumirá como prefeita de Blumenau pela quarta vez, a partir desta segunda-feira (16), durante as férias de Mário Hildebrandt (Podemos). A dois anos do fim do mandato, os 11 dias de interinidade serão uma nova oportunidade da vice demonstrar que pode ser a candidata do governo à sucessão, em 2024. Vontade, ela tem.

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Nesta entrevista à coluna, concedida na quarta-feira (11), na sede da NSC em Blumenau, Maria Regina fala pela primeira vez sobre o desejo de ser prefeita e sobre o que tem feito para afirmar-se como liderança política local.

Para onde vai Mário Hildebrandt no novo cenário político

Esta interinidade, por já estarmos na metade final do mandato, será diferente das anteriores?

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Será a quarta vez que assumo a prefeitura, e com muita tranquilidade. Acompanho muito as ações de governo e agora, na metade do nosso governo, a gente vê que muita coisa foi feita, mas muita coisa ainda está acontecendo. Assumo com muita tranquilidade de poder dar seguimento àquilo que está em andamento.

Como é ser vice-prefeita?

Quando fui convidada, eu pensei muito nesse cargo, até pela responsabilidade. Mas, conversando com o prefeito Mário, sempre disse a ele que eu não seria uma vice só por estar no cargo. Assumiria, mas de uma forma atuante. Que bom que ele entendeu da mesma forma e dividiu o fardo. O prefeito tem um olhar para assuntos macro. E tem outros assuntos que eu posso resolver, não precisa ser ele. O prefeito me delegou muitas ações dentro do governo, como estar à frente do combate à pandemia, da vacinação da Covid-19, agora na questão dos patrimônios que serão reformados, como a Rua XV de Novembro e transversais, a antiga prefeitura, o antigo porto e a Ponte de Ferro.

Como é ser mulher na política local?

Até hoje nunca tive nenhum tipo de preconceito por ser mulher e estar no cargo. Tenho um respeito muito grande do nosso colegiado. Na verdade, as mulheres da cidade, quando me encontram, se sentem representadas porque eu realmente trabalho. Não estou no cargo só por estar. Como assumi muitas frentes ao lado do prefeito, tenho tido essa resposta. Isso me deixa feliz. As mulheres têm algumas demandas e particularidades que nem sempre são vistas da mesma forma pelo homem.

Você tem vontade de ser candidata a prefeita?

Tenho vontade de ser candidata a prefeita para dar seguimento a tudo isso que está sendo feito na cidade. Logicamente, temos dois anos de muito trabalho pela frente. Com o resultado que a gente está tendo com o nosso governo, mais esses dois anos que vamos ter com muitos investimentos que vamos fazer na Educação, na Saúde, no Turismo, Desenvolvimento Econômico, na Infraestrutura e na Mobilidade… Muitos projetos vão acontecer, então por isso acho que a gente pode continuar.

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A senhora e o prefeito Mário conversam sobre isso?

O prefeito Mário sempre tem externado o desejo de dar continuidade ao governo e que eu seja, se possível, a sucessora dele na próxima gestão. A gente conversa, mas logicamente que isso vai passar por várias avaliações. Nosso foco agora é continuar trabalhando.

Para montar uma aliança, a senhora terá de ser protagonista da política, o que é uma novidade na sua carreira. Como tem sido esse desafio?

Venho aprendendo a fazer política todo dia, inclusive com quem tem mais maturidade política do que eu. Ao lado do prefeito Mário, de todos os integrantes do governo. Passamos agora por uma campanha eleitoral e a gente aprende muito todos os dias. Lógico que uma campanha municipal é diferente de uma estadual e federal. Vão ter as composições, e eu acredito que haverá mudanças na configuração de partidos. O PSDB já tem uma federação com o Cidadania, tem outras previstas também… (com o Podemos). A gente não ganha uma eleição sozinha, ganha com muito diálogo.

A senhora é conhecida pela discrição. Como vai ser esse desafio de estar sob os holofotes?

Não que eu não me posicione, defendo aquilo que acho correto. Sempre fui muito de respeitar a posição partidária, mas também de entender o que é melhor para mim, como pessoa, e também para a cidade. Então é uma forma que vou lidar com muita maturidade e ver o que o dia a dia vai nos trazer. Com certeza a gente vai ter pessoas importantes participando do processo eleitoral. Sempre tratei com muito respeito a todos, inclusive na nossa campanha (de 2020), e assim continuarei trabalhando também.

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Qual a sua opinião sobre os protestos do último domingo em Brasília?

Todo protesto é salutar, a gente vive numa democracia. Tudo aquilo que tem que ser reivindicado, de uma forma ordeira e responsável, é de suma importância. Agora, isso que aconteceu em Brasília eu não pactuo. Não traz benefício para ninguém, ainda mais da forma que aconteceu, depredando órgãos públicos. Aquilo que envolve violência, para mim, está completamente fora de cogitação.

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