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Avaí x Chapecoense: Finalistas com perfis e caminhos bem diferentes

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Faraco
Por Faraco
20/05/2021 - 16h47
Edílson e Perotti são protagonistas das equipes finalistas do Estadual
Edílson e Perotti são protagonistas das equipes finalistas do Estadual (Foto: Márcio Cunha/ ACF)

Chegaram os dois melhores do Campeonato Catarinense 2021. Não há dúvida sobre isso. Chapecoense e Avaí se impuseram sobre seus rivais e vão decidir mais uma vez o Catarinense.

São duas equipes de perfis bem diferentes e que passaram por transformações durante a competição. Além disso, chegaram à finalíssima de forma desigual.

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Caminhos diferentes

A Chapecoense fez um campeonato sem dificuldades. Praticamente foi soberana até chagar a mais esta decisão. A maior dificuldade em campo foi a derrota para o Figueirense, em Florianópolis. Naquele momento houve um risco real. Foi um erro de avaliação e uma escalação bem equivocada, que quase custou o Campeonato. Mas já era a Chapecoense tendo que passar uma segunda vez pela mesma fase, as quartas de final.

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O Avaí começou com tropeços e foi se ajustando durante o campeonato. Derrotas para o Brusque e para a Chapecoense, empates em casa com o Concórdia e com o Marcílio Dias. O time não andava. O ponto de virada foi a vitória na Copa do Brasil sobre o Cascavel. A partir daquele jogo o Avaí cresceu muito e isso refletiu no Estadual. O Avaí teve que eliminar um grande adversário nas semifinais, o Brusque, e isso dá muita confiança ao time para a decisão.

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Perfis diferentes

O Avaí se propôs a jogar o campeonato inteiro no campo de ataque. É um time muito agressivo, como foi contra o Brusque nas duas semifinais. Finaliza bastante, mas faz poucos gols. Curiosamente é um time que construiu uma defesa muito sólida, mas que joga no risco, exposta. Sim, a defesa alta do Avaí corre riscos, mas é a defesa menos vazada do campeonato, com apenas seis gols sofridos. É um trabalho de muita atenção e coordenação.

A Chapecoense começou o campeonato com o jogo todo baseado na defesa. Ainda era o time comandado por Umberto Louzer, apesar de ao lado do gramado ter auxiliares. Na primeira fase a Chape sofreu apenas cinco gols em 11 jogos. O time tinha um perfil definido de marcação forte, alternado posicionamento, mais em cima ou mais no campo de defesa, e saídas rápidas usando os lados do campo.

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Com a saída de Louzer e a Chegada de Mozart o time vem mudando. Mozart está jogando com mais posse de bola, com mais trabalho de construção de jogadas. Está menos seguro também. No mata-mata a Chape tomou outros cinco gols em seis jogos. Em compensação, o ataque é muito efetivo, o melhor do campeonato, com 32 gols (o Avaí tem 14). É uma equipe com muitos recursos, mas que está ainda em transformação e isso às vezes atrapalha.

Anderson Leite x Betão, duelo que vai se repetir nas finais
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(Foto: )

Rodrigo Faraco

Colunista

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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