Não houve quase nenhuma surpresa no resultado do julgamento do Hercílio Luz na noite desta terça-feira em sessão virtual do TJD-SC.

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Por 2 x 1 prevaleceu a tese da procuradoria geral que o time do sul do estado havia cometido irregularidade, escalando o jogador Alisson de forma incorreta na partida contra o Brusque, no Augusto Bauer, pela 9ª rodada do Estadual 2021.

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A única surpresa foi o voto do auditor relator, de desqualificar o enquadramento no artigo 214, que prevê multa e perda de pontos, para o artigo 191, com aplicação de apenas uma multa. O que, ao final, não prevaleceu.

Tudo indicava essa decisão nesta primeira instância de julgamento. Nos bastidores, até mesmo a diretoria do Hercílio Luz estava pronta para receber um revés.

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O que ouvi expressamente nesta terça-feira, antes mesmo da sessão e da decisão da Comissão do TJD-SC, é que o Hercílio Luz tem a disposição de ir até o final para brigar pela absolvição.

A Chapecoense já divulgou uma nota no seu site que indica que vai recorrer. “O Clube adotará todos os mecanismos jurídicos necessários para resguardar seus direitos e respeitar o resultado conquistado dentro de campo.”

Como se percebe, a discussão jurídica ainda pode demorar algum tempo e prejudicar a sequência do Campeonato Catarinense.

Postura correta

Dos auditores Márcio Carlson e Marcelo Haviaras, que declararam impedimento de julgar a matéria. Não disseram isso, mas é óbvia e pública a ligação dos dois com o Figueirense, terceiro interessado no julgamento.

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Lamentável

O despreparo técnico do Tribunal para realizar uma sessão virtual. Dois processos anteriores ao julgamento do Hercílio Luz foram adiados por incapacidade técnica do Tribunal para exibir as provas apresentadas pelos clubes que seriam julgados. A imagem que ficou pra todos foi da desorganização. O TJD-SC passou vergonha. Ao final do julgamento do Hercílio, o próprio presidente da Comissão, Maurício Chedid dos Santos, declarou que não conseguiu ouvir integralmente as manifestações/argumentações dos advogados presentes.

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