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Decepção

Derrota do Avaí em Caxias vai diretamente na conta do técnico Geninho

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Faraco
Por Faraco
20/10/2020 - 20h54 - Atualizada em: 21/10/2020 - 06h38
Juventude teve espaços de sobra para vencer
Juventude teve espaços de sobra para vencer (Foto: Arthur Dallegrave / EC Juventude)

Que futebol foi esse do Avaí na derrota para o Juventude, em Caxias do Sul? O time, simplesmente, não fez nada bem. Não defendeu bem, não construiu quase nada, e não ameaçou em nenhum momento a vitória construída pela equipe do técnico Pintado. 

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Durante os últimos jogos, o Avaí construiu um jogo mais sólido como Geninho queria, de forma objetiva, com cerca de 30% de posse de bola e ataques rápidos, objetivos. Questionava a falta de criatividade da equipe que, na minha visão, tem bastante qualidade do meio pra frente e pode jogar mais, construindo mais e criando mais, sendo mais agressivo. Mas aceito que Geninho tem uma forma de jogar e vinha tendo resultados e o time crescendo. O jogo de Caxias era jogo para buscar contra-ataques, no estilo que Geninho gosta.

Acontece que o Avaí ficou no meio do caminho. Não foi nem agressivo e nem reativo. Tomou três gols de contra-ataques, quando ele, o Avaí, deveria contra-atacar. No primeiro gol, já num contra-ataque, eram quatro do Juventude contra dois do Avaí, foi tomado com um jogo em que a posse de bola do Avaí não chegava a 40% - ou seja, o domínio era do Juventude. Mas o Avaí conseguiu tomar gol de contra-ataque com três zagueiros e um volante em campo.

Aliás, a escolha por três zagueiros é um retrocesso. Nada contra os jogadores, mas tudo contra o sistema com três zagueiros-zagueiros. Quem faz linha de três hoje em dia, faz com um meia recuado, ou com lateral que saiba construir. Geninho preferiu colocar mais um zagueiro atrás a colocar mais um homem com bom passe e marcação pra fortalecer o meio de campo.

A troca do goleiro também se mostrou um equívoco. Frigeri falhou contra o Sampaio Côrrea e poderia ter sido trocado logo depois, mas recuperou bem. Na semana passada ainda falava que não havia muita diferença entre Frigeri e Gledson e que entre os dois ainda ficava com Frigeri, mas se fosse pra mexer no gol era pra contratar. Pois agora avalio que vai precisar contratar. Frigeri e Gledson estão desgastados. Gledson entrou totalmente inseguro.

Geninho foi muito mal e é diretamente responsável pela derrota desta terça. Nas escolhas, nos argumentos, e nas mexidas foi um desastre. É bom lembrar que o Avaí teve uma semana inteira e rara de trabalho. E o time apareceu em campo desconstruído. 

Ouça o comentário de Rodrigo Faraco para a CBN Diário:

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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