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Derrota para o Oeste, lanterna da Série B, expõe um Avaí desorganizado em campo

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Faraco
Por Faraco
30/11/2020 - 22h49
Atacante Pedrinho fez o que quis na Ressacada. Foi "o cara" do jogo.
Atacante Pedrinho fez o que quis na Ressacada. Foi "o cara" do jogo (Foto: Roberto Zacarias/Mafalda Press/Folhapress)

Não é de hoje que o campeonato vem exigindo mais do Avaí e o time não mostra. A derrota por 3 x 0 para o Oeste trouxe à tona mais uma vez os problemas que o time tem.

O Avaí é um time programado para não jogar e para tentar não deixar o adversário jogar. Na maioria dos jogos, atuou fechado e tentando ligações diretas. Um futebol pobre e sem qualidade de conjunto, sem jogo coletivo. É o tal do “fecha a casinha e joga a bola lá na frente pra ver se alguém resolve com a qualidade individual”.

Acontece que alguns jogos e alguns momentos vão exigir mais da equipe e ela não vai ter esse “mais”. Vai tentar fazer o tal “mais” e vai se desorganizar. Pelo simples fato que não é treinada pra isso.

Foi o Avaí contra o Oeste. Um time de onze jogadores correndo em campo, sem defender bem, porque tentou atacar, e sem atacar bem, porque não sabe fazer de forma coordenada. Não é treinado pra isso. 

Desse jeito não vai dar. Geninho simplifica, dizendo que na “Série B, com duas ou três vitórias você já vai lá pra cima”. Não é verdade. Com duas ou três vitórias seguidas qualquer time sobe mesmo algumas posições na tabela. Mas para brigar de verdade por uma vaga na A é preciso muito mais do que uma sequência de “duas ou três vitórias seguidas”. É preciso uma regularidade, que só vem com talento individual e, principalmente, um time bem treinado. O Avaí só tem o talento individual. O trabalho de Geninho está muito ruim. Não é de hoje. 

Separei alguns parágrafos de análises anteriores que fiz nos jogos do Avaí. Vitórias e derrotas recentes.

23/11/2020 – vitória sobre o Botafogo-SP

Um time que abdica da bola, que cria quase nada, que quase não acerta os contra-ataques e tem que lutar muito até o apito final. É um sofrimento para todo avaiano.

27/11/2020 – derrota para o Cuiabá

Até que durante boa parte deste primeiro tempo o Avaí conseguiu fazer. Enrolou o jogo e o adversário. Acontece que este tipo de jogo, fechado e sem quase nenhuma capacidade de fazer as transições para contra-ataques, não permite nenhum erro.

13/11/2020 – vitória sobre o Paraná

O Avaí não foi melhor que o Paraná. O time de Curitiba foi melhor. Mas o resultado foi muito importante. O Leão, é verdade, esteve mais organizado que na partida passada contra o Náutico. Mas ainda está distante de um equilíbrio defensivo e de uma boa produção ofensiva.

02/10/2020 – derrota para o CRB

O desafio para o técnico Geninho é fazer este time jogar bola quando precisa. O Avaí não pode ser um time de uma jogada só. Tem muitos jogadores de qualidade para ser reduzido a isso. Muitas opções. Dá pra fazer bem mais, mas é preciso querer fazer.

O jogo de ligação direta é um jogo muito pobre. O campeonato vai exigir mais do Avaí. Este jogo exigiu e a equipe não apresentou. Não é por falta de qualidade. Fica a lição!

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

siga Faraco

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