Entre os dirigentes do Figueirense não havia dúvidas de que o caminho a seguir era a venda da SAF. Todos tratam internamente como “a última esperança” do clube. Nas entrevistas deste ano alguns termos mais duros já foram utilizados para explicar o momento do Figueira, como “insolvência” e “fechamento”, e agora entendem que o quadro real é de “falência”.

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O que ouvi é que a dívida atual do clube, que está em R$ 207 milhões pelas contas internas, já é maior do que o real valor de mercado do patrimônio, contando estádio Orlando Scarpelli e o terreno do ginásio Carlos Alberto Campos. 

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Há um consenso de que a venda da SAF é o único caminho. Que daria fôlego ao clube para pagar suas dívidas, reorganizar e refazer a Recuperação Judicial, e tocar o dia a dia do clube com o futebol voltando a ser competitivo e pagando salários em dia.    

Não existe “salvador da pátria” – um fundo de investimento que está por trás do negócio do Figueirense

Importante salientar que não existe um milionário árabe ou americano ou inglês que vá desembarcar no Orlando Scarpelli e pagar a conta do clube e resolver todos os problemas. 

O Figueirense negocia com um fundo de debêntures (que são títulos de crédito para captação de recursos) que vai investir no clube. Os gestores desse fundo não são do futebol. São do mercado financeiro e trabalham com dinheiro e possibilidades de investimentos. 

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O fundo vai assumir a dívida do Figueirense e o controle de toda a operação do futebol. O valor de R$ 120 milhões não é um valor fechado, é uma estimativa. 

A dívida atual do Figueirense está em R$ 207 milhões. Pelas cotações de mercado feitas pelo próprio clube, esse valor de dívida já é maior que o patrimônio do Furacão. 

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Então, como esse fundo vai colocar menos dinheiro e pagar essa dívida? Negociando com os credores para pagar mais rápido e com desconto. A ideia é reduzir pra menos de 50% do valor bruto devido, negociando caso a caso com os credores. 

Por outro lado, o fundo vai ter que fazer investimentos no futebol. Sendo “dono do futebol do Figueirense” terá que investir e fazer prosperar. 

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Os gestores do fundo vão colocar pessoas com conhecimento e bagagem para gerir o futebol do clube a partir do próximo ano. Pelo que ouvi nas apurações já existem profissionais observados para essa tarefa no Figueira em 2024.

Nem estádio, nem ginásio e terreno

Outra questão importante é que o negócio não envolve nem a compra do estádio, nem do ginásio e do terreno ao lado do Scarpelli. A operação de venda da SAF é pelo futebol do Figueirense e pelas dívidas. 

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