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    Economia

    Empresários catarinenses vão investir em meio à crise do novo Coronavírus

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    Loetz
    Por Loetz
    29/07/2020 - 11h25
    Quarta edição da pesquisa foi realizada pela Fiesc, Fecomércio e Sebrae
    Quarta edição da pesquisa foi realizada pela Fiesc, Fecomércio e Sebrae (Foto: divulgação, Sebrae)

    Uma de cada cinco empresas catarinenses (23% do total)  pretende investir nos seus negócios, apesar da crise desencadeada pelo novo Coronavírus. A informação é da quarta edição da pesquisa feita pela Fiesc, Fecomércio e Sebrae com 1.200 empresa nas diferentes regiões do Estado.

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    Esse dado reflete a ambição dos empresários catarinenses em continuar crescendo, mesmo num período tão difícil como o atual.

    E  18,9% das empresas entrevistadas informam estar em busca de crédito para novos investimentos e projetos. Isso significa que elas estão atentas a oportunidades futuras, tão logo o momento de crise passe.

    A pandemia tem efeitos graves sobre os negócios: a perda de faturamento, em todos os setores, somados, chega a R$ 36,7 bilhões,o que significa recuo de 5,8% do PIB estadual.  Essa redução é de R$ 15,3 bilhões  no comércio; R$ 12,8 bi nos serviços e R$ 8,6 bi na indústria. A análise anterior apresentava que até o final de abril a perda de faturamento em todos os setores tinha sido de R$ 19,6 bilhões.

    A pesquisa apresentada ainda mostra que há muito a ser recuperado ainda: só 25% das empresas estão com o funcionamento normalizado, 40,5% se readaptaram e 21,8% estão com produção reduzida. E uma de cada dez (11%) estão fechadas temporariamente e 1,5%, definitivamente.

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    Em relação ao emprego, na primeira edição da pesquisa, em abril,  três em cada quatro (76,8%) empresas catarinenses mostraram ter reduzido a quantidade de trabalhadores contratados. Na atual medição, esse índice caiu praticamente pela metade e agora são 36,9%. Na outra ponta, 10,1% das empresas dizem ter aumentado seus quadros.

    O acesso ao crédito continuou sendo o principal problema. No total, 45,1% das empresas consultadas disseram ter procurado financiamento e somente 16,6% do total o obtiveram. Os entrevistados consideram que o acesso ao crédito poderia ter evitado as falências registradas durante a pandemia – e que são estimadas em 1,5% das empresas.

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    Além do objetivo de realizar novos investimentos e projetos, os principais motivos para a busca de crédito são para fluxo de caixa (58%), pagamento de custos fixos (32,4%) e pagamento da folha e salários (20,3%).

    O estudo revela também a primeira recuperação de empregos nas micro e pequenas empresas desde o início da pandemia – o percentual de empresas que estão demitindo caiu de 37,7% para 21,8%, enquanto 4% têm saldo positivo de empregados.

    Há uma queda estimada em 19,9% na produção industrial desde 17 de março, com retração de R$ 8,6 bilhões na produção industrial, sendo R$ 7,7 bilhões nas vendas ao mercado interno e R$ 790 milhões nas exportações. Quanto ao acesso ao crédito, em torno de metade das empresas do setor entrevistadas disse não ter buscado financiamento. Entre as demais, uma a cada duas empresas não obteve sucesso.

    Conforme a análise, a indústria foi a que mais utilizou as prerrogativas da Medida Provisória 936/2020, afetando 40% dos empregos do setor. Segundo os resultados do levantamento, 40% das indústrias suspenderam contratos de trabalho no período. Já a redução de jornada e de salário foi adotada por 42% das empresas do setor, ou seja, 24,3% dos trabalhadores.

    Áreas como construção e reformas; mercado digital e mercados de alimentos estão sendo favorecidos.

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