O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi claro em sua palestra na Acij em Joinville nesta quinta-feira (31).
Continua depois da publicidade
— Temos de negociar dentro da democracia, um valor caro ao país.
A frase tem importância neste momento da História brasileira, quando o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, admite a possibilidade de um ato como o do AI-5 se a esquerda radicalizar, a exemplo do que ocorre no Chile.
Mourão destacou que o projeto do governo é garantir no Brasil uma democracia próspera e liberal. E, então, precisa resolver os conflitos geracionais – e isso se faz mediante reforma da Previdência, dentro do capitalismo e sem abandonar o social.
Mourão também disse que o país precisa resolver o problema da desigualdade social.
Continua depois da publicidade
— Todos os Silvas são iguais. Não há um Silva diferente de outro Silva.
Houve gente, na plateia, que entendeu a frase como uma citação indireta a Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente da República, preso em Curitiba há mais de um ano.
Aos empresários de Joinville, o vice-presidente recitou o discurso que eles gostam de ouvir: o governo vai agir para melhorar as condições de competitividade do país.
Mourão destacou três focos: diminuir o tamanho do Estado, com redução do número de servidores via reforma administrativa, a ser encaminhada ao Congresso; promover a privatização de empresas estatais; e viabilizar legislação que permita atrair a iniciativa privada para concessões.
— A iniciativa privada precisa ser atraída. Temos de dar uma cenourinha para eles. O que significa uma legislação atrativa para investimentos.
Continua depois da publicidade
No campo da Previdência Social, elogiou o Congresso e a aprovação da reforma, que deve ser sancionada no próximo mês. Mourão antecipou que será necessário "fazer uma nova mudança nas regras da Previdência Social daqui a cinco, seis anos". Argumentou que a idade mínima para a aposentadoria deverá se igualar entre homens e mulheres.
Comentou que "o Brasil é um grande supermercado" para outros países, referindo-se ao fato de sermos, basicamente, exportadores de matérias-primas. Analisou o problema do tráfico internacional de drogas, a crise da Argentina, que é o nosso terceiro maior cliente.
Também fez um sobrevoo sobre as relações internacionais. Mencionou que a China só deixou de ser uma potência global por dois séculos e meio ao longo de toda a História.
– Há uma guerra comercial e tecnológica entre a China e os Estados Unidos, com reflexos para todo o mundo. A China precisa crescer 7% ao ano para dar conta de atender necessidades de uma população de 1,4 bilhão de pessoas.
Continua depois da publicidade
Leia também
"Estou no Brasil que trabalha e produz", diz Mourão durante palestra em Jaraguá do Sul
