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"Projeto de governo é garantir a democracia liberal no Brasil", diz Mourão em Joinville

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Loetz
Por Loetz
31/10/2019 - 18h16 - Atualizada em: 31/10/2019 - 20h21
Hamilton Mourão em palestra em Joinville (Foto: Cléber Gomes/Divulgação)
Hamilton Mourão em palestra em Joinville (Foto: Cléber Gomes/Divulgação)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi claro em sua palestra na Acij em Joinville nesta quinta-feira (31).

— Temos de negociar dentro da democracia, um valor caro ao país.

A frase tem importância neste momento da História brasileira, quando o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, admite a possibilidade de um ato como o do AI-5 se a esquerda radicalizar, a exemplo do que ocorre no Chile.

Mourão destacou que o projeto do governo é garantir no Brasil uma democracia próspera e liberal. E, então, precisa resolver os conflitos geracionais - e isso se faz mediante reforma da Previdência, dentro do capitalismo e sem abandonar o social.

Mourão também disse que o país precisa resolver o problema da desigualdade social.

— Todos os Silvas são iguais. Não há um Silva diferente de outro Silva.

Houve gente, na plateia, que entendeu a frase como uma citação indireta a Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente da República, preso em Curitiba há mais de um ano.

Aos empresários de Joinville, o vice-presidente recitou o discurso que eles gostam de ouvir: o governo vai agir para melhorar as condições de competitividade do país.

Mourão destacou três focos: diminuir o tamanho do Estado, com redução do número de servidores via reforma administrativa, a ser encaminhada ao Congresso; promover a privatização de empresas estatais; e viabilizar legislação que permita atrair a iniciativa privada para concessões.

— A iniciativa privada precisa ser atraída. Temos de dar uma cenourinha para eles. O que significa uma legislação atrativa para investimentos.

No campo da Previdência Social, elogiou o Congresso e a aprovação da reforma, que deve ser sancionada no próximo mês. Mourão antecipou que será necessário "fazer uma nova mudança nas regras da Previdência Social daqui a cinco, seis anos". Argumentou que a idade mínima para a aposentadoria deverá se igualar entre homens e mulheres.

Comentou que "o Brasil é um grande supermercado" para outros países, referindo-se ao fato de sermos, basicamente, exportadores de matérias-primas. Analisou o problema do tráfico internacional de drogas, a crise da Argentina, que é o nosso terceiro maior cliente.

Também fez um sobrevoo sobre as relações internacionais. Mencionou que a China só deixou de ser uma potência global por dois séculos e meio ao longo de toda a História.

- Há uma guerra comercial e tecnológica entre a China e os Estados Unidos, com reflexos para todo o mundo. A China precisa crescer 7% ao ano para dar conta de atender necessidades de uma população de 1,4 bilhão de pessoas.

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Cláudio Loetz

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Claudio Loetz é um dos mais renomados colunistas de economia do Sul do Brasil. Com textos analíticos e informativos, é a principal fonte de informação para os interessados em negócios em Joinville e região.

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