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Greve

Ex-diretor de transportadora catarinense depõe na PF

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Por Marcelo Fleury
28/05/2018 - 02h00 - Atualizada em: 28/05/2018 - 11h41
Emilio Dalçoquio
(Foto: )

Por Ânderson Silva, interino

Desde a metade da semana passada, o empresário aposentado Emilio Dalçoquio foi protagonista em diversos vídeos de apoio à paralisação dos caminhoneiros. Ele se juntou ao grupo que está parado na BR-101, em Itajaí. Em parte das gravações, emite posições pessoais sobre o país e em outros fala sobre os caminhões da transportadora catarinense Dalçoquio, de propriedade de sua família. A empresa é uma das maiores do Brasil no ramo e presta serviços para a BR Distribuidora.

Emilio está afastado da organização há três anos, onde foi diretor operacional, mas o protagonismo dele nas redes sociais fez a Polícia Federal (PF) intimá-lo a prestar depoimento no sábado. A corporação apura o envolvimento de empresas na greve, o que é considerado ilegal. A transportadora é administrada por Augusto Dalçoquio Neto, 76 anos, pai de Emilio.

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Neste domingo, em entrevista para a coluna, Emilio falou sobre os vídeos e negou qualquer relação com a empresa. Disse estar apenas se "defendendo". Em uma das gravações, publicada na sexta-feira, ele aparece em cima de um caminhão com um microfone nas mãos discursando para um grupo de grevistas. Em certo momento, ele diz: "se alguns caminhões da Dalçoquio estão andando por aí, pode colocar fogo". Na conversa com o DC neste domingo à tarde, Emilio afirma que falou isso por estar pressionado. Negou qualquer relação com a transportadora e afirmou estar desde sexta-feira apoiando o trabalho da Defesa Civil:

— Desde sexta-feira a Defesa Civil se organizou e pediu meu auxílio como presidente do bombeiro comunitário. Tenho a medalha Colombo Salles entregue pela Defesa Civil. Quem define para onde vai a frota é a Defesa Civil, não tenho nada a ver com isso. Mas meu nome está lá (no caminhão). O povo relaciona o meu nome com o negócio. Emilio disse que resolveu se envolver no movimento depois que a família passou a receber ameaças de caminhoneiros de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, na semana passada. Por isso foi até o local onde o grupo está mobilizado. Em outro vídeo, cercado por grevistas, questiona se deve ajudar a PF com combustível.

— Mudei (de posição) a partir do momento que a Defesa Civil criou um sistema. Eu estava me defendendo, então coloquei: a Dalçoquio atende ou não a Polícia Federal? Depois fui ameaçado de morte por várias pessoas que iam atacar minha família por não estar apoiando. Então eu disse, então 'taca' fogo (nos caminhões), vou fazer o quê? Resolvido isso, na sexta-feira, foi criado uma sistema pela Defesa Civil e está tudo tranquilo. A transportadora e eu estamos atendendo a Defesa Civil.

Empresa se manifesta

Na sexta-feira, a Dalçoquio emitiu uma nota em que diz que a posição de Emilio é de "cunho único e exclusivamente pessoal". No texto, a empresa diz entender e apoiar "o momento de União Nacional, na busca de uma nova política de preços dos combustíveis, dentre outros pleitos mais, o que se faz necessário, dada a realidade deste destacável setor da economia". A transportadora garante que irá atender "o chamamento das autoridades públicas, objetivando o abastecimento dos órgãos vitais para a sociedade em geral". 

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Marcelo Fleury

Jornalista, Marcelo Fleury trata de assuntos do cotidiano e política, com olhar crítico sobre os fatos em Santa Catarina e no Brasil. Esta coluna deixou de ser atualizada. Conheça todos os colunistas do NSC Total em: https://www.nsctotal.com.br/

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