Na ausência de ter o que mostrar e comemorar, em termos de grandes feitos no primeiro ano da gestão, o governo federal promove um encontro para recordar as invasões e depredações ocorridas em 8 de janeiro do ano passado. Fizeram bem os governadores que não se prestaram a prestigiar com suas presenças evento como aquele, subsidiado com verbas públicas. Mais gastança desnecessária.

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Os atos que ocorreram são condenáveis e devem ser rechaçados com veemência. Daí a realizar um ato, não parece fazer o menor sentido. Cabe mais como palanque para manifestações e falas em defesa da democracia e estado democrático de direito e reforçar as narrativas vigentes. Quando se fala e repete tanto um termo, é de inferir-se que não esteja, de fato, acontecendo na prática. É, no mínimo, para refletirmos sobre.

Após ter sido usado por um ministro, e contrariando a própria lei de terrorismo no Brasil, o adjetivo “terroristas” passou a ser amplamente repetido e reverberado pela militância de esquerda. Uma vez percebido o erro, reforçado pela ação, essa sim terrorista, do Hamas contra Israel, o termo da vez passou a ser golpistas. Até quando?

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Não recordo de a história ter registrado nenhum golpe de Estado sem que os promotores tenham tido apoio das forças de segurança do país. Não foi o caso. Mais, aquelas manifestações, pelas informações divulgadas, poderiam muito bem terem sido evitadas se o governo tivesse agido, a partir dos alertas que foram emitidos.

Pergunta que não quer calar: por que não se promoveu nenhum ato alusivo às invasões passadas, em 2006, 2013, 2014 e 2017, todas promovidas por movimentos de esquerda?

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Naquelas ocasiões não vimos nenhuma condenação coletiva por tentativa de golpe ou por invasão e depredação de prédios públicos. E os invasores foram tratados como manifestantes. Ah, eram de esquerda.

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